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José Nogueira dos Reis

Jardim das Laranjeiras
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São Mamede de Riba-Tua

José nogueira dos reis


José Nogueira dos Reis

Não somos hipócritas descontentes

Vivendo num desânimo fatal

Somos hipies persistentes

O amor é o nosso ideal

II

Cada um ter o que deseja

É que é pura felicidade

Nós hipies o que queremos

É paz, amor e liberdade

III

Foste Tu oh Jesus

Foste Tu o Primeiro

Só Tu é que Foste

Um hipie verdadeiro

IV

Por aqui ou por ali

Somos alvo de contestações

Protestamos ali e aqui

Contra guerras, hipócrisias e prisões

V

Há quem diga que pertencemos

A uma nova sociedade

Será pelo facto de querermos

Paz, amor e liberdade?

Álvaro de Campos
 
Opiário
 

                  Ao Senhor Mário de Sá-Carneiro
      É antes do ópio que a minh'alma é doente.   
      Sentir a vida convalesce e estiola  
      E eu vou buscar ao ópio que consola  
      Um Oriente ao oriente do Oriente. 

      Esta vida de bordo há-de matar-me. 
      São dias só de febre na cabeça 
      E, por mais que procure até que adoeça, 
      já não encontro a mola pra adaptar-me. 

      Em paradoxo e incompetência astral 
      Eu vivo a vincos de ouro a minha vida, 
      Onda onde o pundonor é uma descida 
      E os próprios gozos gânglios do meu mal. 

      É por um mecanismo de desastres,  
      Uma engrenagem com volantes falsos,  
      Que passo entre visões de cadafalsos 
      Num jardim onde há flores no ar, sem hastes. 

      Vou cambaleando através do lavor 
      Duma vida-interior de renda e laca. 
      Tenho a impressão de ter em casa a faca 
      Com que foi degolado o Precursor. 

      Ando expiando um crime numa mala, 
      Que um avô meu cometeu por requinte. 
      Tenho os nervos na forca, vinte a vinte, 
      E caí no ópio como numa vala. 

      Ao toque adormecido da morfina 
      Perco-me em transparências latejantes 
      E numa noite cheia de brilhantes, 
      Ergue-se a lua como a minha Sina. 

      Eu, que fui sempre um mau estudante, agora 
      Não faço mais que ver o navio ir 
      Pelo canal de Suez a conduzir 
      A minha vida, cânfora na aurora. 

      Perdi os dias que já aproveitara. 
      Trabalhei para ter só o cansaço 
      Que é hoje em mim uma espécie de braço 
      Que ao meu pescoço me sufoca e ampara. 

      E fui criança como toda a gente. 
      Nasci numa província portuguesa 
      E tenho conhecido gente inglesa 
      Que diz que eu sei inglês perfeitamente. 

      Gostava de ter poemas e novelas 
      Publicados por Plon e no Mercure, 
      Mas é impossível que esta vida dure. 
      Se nesta viagem nem houve procelas! 

      A vida a bordo é uma coisa triste, 
      Embora a gente se divirta às vezes. 
      Falo com alemães, suecos e ingleses 
      E a minha mágoa de viver persiste. 

      Eu acho que não vale a pena ter 
      Ido ao Oriente e visto a índia e a China. 
      A terra é semelhante e pequenina 
      E há só uma maneira de viver. 

      Por isso eu tomo ópio. É um remédio 
      Sou um convalescente do Momento. 
      Moro no rés-do-chão do pensamento 
      E ver passar a Vida faz-me tédio. 

      Fumo.  Canso.  Ah uma terra aonde, enfim, 
      Muito a leste não fosse o oeste já! 
      Pra que fui visitar a Índia que há 
      Se não há Índia senão a alma em mim? 

      Sou desgraçado por meu morgadio. 
      Os ciganos roubaram minha Sorte. 
      Talvez nem mesmo encontre ao pé da morte 
      Um lugar que me abrigue do meu frio. 

      Eu fingi que estudei engenharia. 
      Vivi na Escócia.  Visitei a Irlanda. 
      Meu coração é uma avòzinha que anda 
      Pedindo esmola às portas da Alegria. 

      Não chegues a Port-Said, navio de ferro! 
      Volta à direita, nem eu sei para onde. 
      Passo os dias no smokink-room com o conde - 
      Um escroc francês, conde de fim de enterro. 

      Volto à Europa descontente, e em sortes 
      De vir a ser um poeta sonambólico. 
      Eu sou monárquico mas não católico 
      E gostava de ser as coisas fortes. 

      Gostava de ter crenças e dinheiro, 
      Ser vária gente insípida que vi. 
      Hoje, afinal, não sou senão, aqui, 
      Num navio qualquer um passageiro. 

      Não tenho personalidade alguma.  
      É mais notado que eu esse criado  
      De bordo que tem um belo modo alçado  
      De laird escocês há dias em jejum. 

      Não posso estar em parte alguma.   
      A minha Pátria é onde não estou.  Sou doente e fraco.   
      O comissário de bordo é velhaco. 
      Viu-me co'a sueca...  e o resto ele adivinha. 

      Um dia faço escândalo cá a bordo, 
      Só para dar que falar de mim aos mais. 
      Não posso com a vida, e acho fatais 
      As iras com que às vezes me debordo. 

      Levo o dia a fumar, a beber coisas, 
      Drogas americanas que entontecem, 
      E eu já tão bêbado sem nada!  Dessem 
      Melhor cérebro aos meus nervos como rosas. 

      Escrevo estas linhas.  Parece impossível 
      Que mesmo ao ter talento eu mal o sinta! 
      O fato é que esta vida é uma quinta 
      Onde se aborrece uma alma sensível. 

      Os ingleses são feitos pra existir. 
      Não há gente como esta pra estar feita 
      Com a Tranqüilidade.  A gente deita 
      Um vintém e sai um deles a sorrir. 

      Pertenço a um gênero de portugueses 
      Que depois de estar a Índia descoberta 
      Ficaram sem trabalho.  A morte é certa. 
      Tenho pensado nisto muitas vezes. 

      Leve o diabo a vida e a gente tê-la! 
      Nem leio o livro à minha cabeceira. 
      Enoja-me o Oriente. É uma esteira 
      Que a gente enrola e deixa de ser bela. 

      Caio no ópio por força.  Lá querer 
      Que eu leve a limpo uma vida destas 
      Não se pode exigir.  Almas honestas 
      Com horas pra dormir e pra comer, 

      Que um raio as parta!  E isto afinal é inveja. 
      Porque estes nervos são a minha morte. 
      Não haver um navio que me transporte 
      Para onde eu nada queira que o não veja! 

      Ora!  Eu cansava-me o mesmo modo. 
      Qu'ria outro ópio mais forte pra ir de ali 
      Para sonhos que dessem cabo de mim 
      E pregassem comigo nalgum lodo. 

      Febre!  Se isto que tenho não é febre, 
      Não sei como é que se tem febre e sente. 
      O fato essencial é que estou doente. 
      Está corrida, amigos, esta lebre. 

      Veio a noite.  Tocou já a primeira 
      Corneta, pra vestir para o jantar. 
      Vida social por cima!  Isso!  E marchar 
      Até que a gente saia pla coleira! 

      Porque isto acaba mal e há-de haver  
      (Olá!) sangue e um revólver lá pró fim  
      Deste desassossego que há em mim  
      E não há forma de se resolver. 

      E quem me olhar, há-de-me achar banal, 
      A mim e à minha vida... Ora! um rapaz... 
      O meu próprio monóculo me faz 
      Pertencer a um tipo universal. 

      Ah quanta alma viverá, que ande metida 
      Assim como eu na Linha, e como eu mística! 
      Quantos sob a casaca característica 
      Não terão como eu o horror à vida? 

      Se ao menos eu por fora fosse tão 
      Interessante como sou por dentro! 
      Vou no Maelstrom, cada vez mais pró centro. 
      Não fazer nada é a minha perdição. 

      Um inútil.  Mas é tão justo sê-lo! 
      Pudesse a gente desprezar os outros 
      E, ainda que co'os cotovelos rotos, 
      Ser herói, doido, amaldiçoado ou belo! 

      Tenho vontade de levar as mãos 
      À boca e morder nelas fundo e a mal. 
      Era uma ocupação original 
      E distraía os outros, os tais sãos. 

      O absurdo, como uma flor da tal Índia 
      Que não vim encontrar na Índia, nasce 
      No meu cérebro farto de cansar-se. 
      A minha vida mude-a Deus ou finde-a ... 

      Deixe-me estar aqui, nesta cadeira, 
      Até virem meter-me no caixão. 
      Nasci pra mandarim de condição, 
      Mas falta-me o sossego, o chá e a esteira. 

      Ah que bom que era ir daqui de caída 
      Pra cova por um alçapão de estouro! 
      A vida sabe-me a tabaco louro. 
      Nunca fiz mais do que fumar a vida. 

      E afinal o que quero é fé, é calma, 
      E não ter estas sensações confusas. 
      Deus que acabe com isto!  Abra as eclusas  
      E basta de comédias na minh'alma! 

         (No Canal de Suez, a bordo)

 
 
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José nogueira dos reis   

José Nogueira dos ReisRua da Barreira, nº12, StªEugénia5070-411StªEugéniaAlijó

Projecto de Programa de Filosofia A 12.° ano

 

Critica/Parecer

 

 

INTRODUÇÃO

 

      Começo por saudar a equipa do Ministério que elaborou este projecto de programa.

      Lamento que, ao não ser dado a conhecer às Escolas e aos parceiros educativos, atempadamente e pelas vias habituais, este novo projecto de programa, se tenha praticamente bloqueado o debate, contrariando-se o espírito e a intenção de uma discussão pública. O reduzidíssimo número de pareceres que a proposta receberá provará a justeza desta crítica.

      Enquanto o trabalho educativo e académico se continuar a pautar por este tipo de atitudes será com certeza um mau trabalho. Só com o contributo da comunidade do ensino e investigação é possível fazer melhor; só com a disponibilidade para ouvir e integrar críticas é possível corrigir erros e ninguém pode pensar estar acima quer do erro quer das sugestões fundamentadas dos membros da comunidade.

 

 

ASPECTOS POSITIVOS

 

      José Nogueira dos Reis, um quase analfabeto total, nesta matéria, mas concerteza um analfabeto funcional na referida, modesto e simples estudioso de Filosofia, encontra :

 

1.      Maior clareza e simplicidade, relativamente ao programa dos 10.° e 11.° anos. Este aspecto é importante, pois se um programa é vago, impreciso, desnecessariamente prolixo e lexicalmente complexo, o êxito educativo fica desde logo comprometido.

 

2.      Maior ênfase nos três elementos fundamentais da filosofia: as teorias ou ideias, os argumentos ou fundamentações e os problemas (ou problemáticas).

 

3.      Eliminação de obras inadequadas: Da Natureza, de Parménides, Redução da Ciência à Teologia, de S. Boaventura, As Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Séc. XIX, de Antero de Quental, Da Certeza, de Wittgenstein, Elogio da Filosofia, de Merleau Ponty, A Problemática da Saudade, de Joaquim de Carvalho, Da Essência da Verdade, de Heidegger, e Teoria da Interpretação, de Ricoeur. Por motivos diferentes, nenhuma destas obras é adequada. Umas por não terem a importância história que justifique a sua inclusão: é o caso das obras de S. Boaventura, Antero de Quental, Merleau Ponty, Joaquim de Carvalho, e Ricoeur. Outras por serem demasiado complexas para estudantes do 12.° ano: é o caso de Parménides, Wittgenstein, e Heidegger.

 

4.      Redução do número de obras de 22 para 17. Um número muito restrito de obras é contrário ao espírito de liberdade de escolha dos professores, mas um número demasiado elevado torna as avaliações nacionais e o próprio programa excessivamente prolixos.

 

5.      Destaque dado ao ensaio. É importante que os estudantes fiquem com a capacidade para escrever ensaios filosóficos curtos, e o projecto de programa destaca justamente este aspecto crucial da disciplina.

 

6.      A inclusão de publicações na Internet com interesse para estudantes e professores. Ao contrário do que os órgãos de comunicação social podem fazer crer, a Internet não é apenas entretenimento vácuo e consumismo frívolo. É também um instrumento crucial no ensino e na cultura académica e escolar.

 

7.      A inclusão dos nomes dos autores do projecto de programa. É importante que os programas do Ministério deixem de estar protegidos pelo anonimato institucional, e que, ao invés, os seus autores assumam todas as suas responsabilidades, para o melhor e para o pior. Trata-se de uma prática que potencia a responsabilidade e a frontalidade, condições sem as quais o trabalho de qualidade dificilmente pode ter lugar.

 

 

ASPECTOS NEGATIVOS

E SUGESTÕES DE CORRECÇÃO

 

      Mas, José Nogueira dos Reis, o atrás por mim próprio referenciado como analfabeto funcional, apesar destes aspectos positivos, julga que o programa tem vários aspectos negativos. Estes aspectos negativos podem facilmente ser corrigidos, se houver boa-vontade, e o resultado final será um instrumento de trabalho que potenciará a qualidade do ensino da filosofia.

      Na nossa opinião, os aspectos negativos, que urge corrigir, são os seguintes:

 

1.      A insistência na importância dos textos.

 

      A Filosofia, ao contrário da Filologia, não estuda textos, mas antes as ideias expressas nos textos. Insistir na ideia de que em Filosofia se estudam textos é usar a palavra textos de forma metafórica, provocando a confusão. O que se estuda em Filosofia são as ideias ou teorias, os argumentos e os problemas que os textos exprimem e articulam. Também as ideias da Física ou da Antropologia ou da Musicologia se exprimem por intermédio de textos, mas nem por isso essas disciplinas estudam textos. Insistir na ideia de que em Filosofia se estudam textos é confundir o veículo com o conteúdo, o meio com a mensagem. E pode ser uma maneira de defender que a Filosofia não tem problemas próprios ou que tudo é texto ideias que, por retirarem à Filosofia a sua especificidade, não podem constituir uma base para definir um Programa de Filosofia, mas antes para a defesa da sua transformação em Filologia ou para a sua extinção.

 

2.      O uso de barbarismos.

 

      É lamentável constatar o encorajamento de barbarismos típicos de estudantes mal formados, como o uso de barras em vez de palavras, tão popular entre estudantes cujo vocabulário é paupérrimo. No programa continua a usar-se a expressão tema/problema que denota um estranho desconhecimento da palavra portuguesa ou e do seu papel semântico, que é precisamente o de apresentar uma alternativa que pode ser tomada conjuntamente. Por outro lado, não se compreende nunca realmente qual é a diferença entre um tema e um problema, no contexto do programa. Esta prática apenas torna o discurso mais vago.

 

3.      Confusão e indefinição no que respeita a objectivos e avaliação.

 

      Esta confusão é particularmente grave, dado que se os professores e estudantes não compreenderem claramente os seus objectivos e como se avaliam esses objectivos, o resultado será didacticamente mau. O objectivo do estudo da Filosofia é saber pensar criativa e rigorosamente sobre os problemas, as teorias e os argumentos da Filosofia. Saber pensar sobre isso é saber articular e avaliar os problemas, as teorias e os argumentos apresentados pelos filósofos estudados. Saber articular e avaliar as ideias dos filósofos estudados é entrar no diálogo filosófico com a tradição. Estas são as ideias básicas que deviam ser claramente articuladas e explicadas no programa do 12.° ano.

 

4.      Confusão no que respeita à natureza do ensaio, inadequadamente chamado dissertação.

 

      Um ensaio é um pequeno trabalho em que o estudante, com rigor e articulação, defende uma ideia filosófica. É muito importante que o estudante possa, no 12.° ano, aprender a escrever pequenos ensaios argumentativos que defendam ideias, pois infelizmente no nosso sistema de ensino em nenhuma outra disciplina eles terão esta oportunidade (ao contrário do que acontece em países mais desenvolvidos, que transmitem esta capacidade crucial aos estudantes noutras disciplinas). A importância da capacidade de escrever um ensaio a defender ideias de forma rigorosa, fundamentada, articulada e informada não pode ser maior para o exercício de uma cidadania crítica.

      A natureza de um ensaio, o modo como deve ser avaliado e o modo como o professor deve formar os estudantes na redacção de ensaios não estão claramente articulados no programa. Em termos simples, quando um estudante redige um ensaio deve ser avaliado quanto aos seguintes aspectos:

 

1)      Domínio e articulação do que está em causa. O estudante tem de mostrar que compreende bem os problemas, as teorias e os argumentos que estão em causa, e tem de saber articular esses elementos. Ao defender uma dada ideia, o estudante tem de mostrar que conhece as posições e argumentos estudados no que respeita a essa ideia não pode ignorá-los, apresentando apenas a sua posição. O estudante tem de compreender que a sua posição tem de responder à dialéctica de argumentos, teorias e problemas que estudou.

2)      Capacidade argumentativa. O estudante tem de mostrar que sabe defender ideias, fundamentando-as com argumentos sólidos, não cometendo falácias e evitando a vagueza ou a confusão.

3)      Criatividade. Os melhores estudantes têm de ter a oportunidade de mostrar a sua criatividade, propondo argumentos, ideias, problemas e críticas originais.

 


5.      O elenco das obras é inconsistente com as directrizes do programa.

 

      O programa anterior (ainda em vigor) centrava-se na ideia errada de que a Filosofia é um trabalho textual e isso gerou as dificuldades referidas pela proposta de programa (ver Introdução, 2, 2.2). Estas dificuldades levaram, em sucessivas reformulações do modelo de prova do 12.º Ano, à inclusão de perguntas adequadas a uma disciplina de Língua Portuguesa, mas não à de Filosofia.

      Parece claro e é de saudar que os autores da actual Proposta tenham compreendido que faltava Filosofia na disciplina de Filosofia. Mas como o único modelo de debate filosófico que admitiram garantir a continuidade (trata-se de uma revisão e não de uma reforma) é o que resulta da comparação de obras de diferentes autores, procuraram enxertar esse princípio no programa. O resultado é incoerente.

      Por um lado, o elenco está dividido por épocas históricas, obrigando-se os professores a escolher 3 obras de épocas diferentes.

      Por outro lado, o professor é obrigado a escolher 3 obras que tenham um tema em comum, para dar unidade à sua escolha e permitir no final do ano a confrontação das 3 obras. Mas o elenco das obras é apresentado segundo critérios históricos e não temáticos, o que torna a possibilidade de escolha dos professores terrivelmente limitada. Se o professor escolher o Fédon de Platão, que lhe resta escolher que trate do problema da mente-corpo e da imortalidade da alma? Só os Princípios da Filosofia, de Descartes abordam o mesmo tema. Nem no elenco das obras da Filosofia Medieval nem no elenco das obras da Filosofia Contemporânea há obras que tratem destes problemas. Isto tem consequências pedagógicas negativas. O professor é fortemente tentado a fazer pontes entre obras, temas e problemas que não têm grande coisa em comum, recorrendo a associações selvagens de palavras, confundindo o estudante e comprometendo a qualidade do ensino.

      Há duas soluções para este problema.

      A mais radical, favorecida pelo CEF, seria repensar completamente o elenco de obras, em termos temáticos. Assim, poderiam apresentar-se 4 obras para cada área central da filosofia ética, metafísica e epistemologia, por exemplo cabendo ao professor escolher 3 obras de uma dada área. Essas obras estariam naturalmente relacionadas entre si por se tratar de obras históricas centrais dessas áreas e seria portanto natural pedir ao estudante para relacioná-las. Por exemplo, na área da ética poderia dar-se a escolher o Êutífron, de Platão, a Fundamentação da Metafísica dos Costumes, de Kant, O Utilitarismo, de J. S. Mill, e A Linguagem da Moral, de R.M. Hare. Na área da epistemologia poderia dar-se a escolher o Teeteto, de Platão, A Investigação sobre o Entendimento Humano, de Hume, os Prolegómenos a toda a Metafísica Futura, de Kant, e Os Problemas da Filosofia, de Russell.

      A solução mais conservadora e simples é abandonar a exigência de unidade temática na escolha das obras, o que implica repensar a parte final do programa, que contempla uma apreciação unitária das três obras estudadas. Pensamos que esta solução é razoável, dada a exigência de unidade temática estar longe de ser importante. Mais importante é permitir que o estudante, pelo contacto directo com obras verdadeiramente marcantes da tradição filosófica, adquira a «competência específica do saber filosófico», como se lê na própria proposta.

      Outra razão para defender o abandono desta exigência de unidade temática é o facto de a proposta de programa não esclarecer o que implica tal exigência quanto aos exames nacionais o que, se a experiência é guia, faz prever dificuldades perfeitamente dispensáveis.

 

6.      A escolha das obras não deve ter quaisquer critérios históricos.

 

      Só faria sentido impor uma escolha historicamente diferenciada de 3 obras caso houvesse uma unidade temática. O estudante conheceria assim, por exemplo, o desenvolvimento histórico do debate sobre a origem e a natureza da ética, estudando 3 obras historicamente diferenciadas que abordam o mesmo problema. Mas como vimos, o programa não está estruturado desta maneira e duvidamos que a equipa de autores esteja disposta a modificar profundamente o programa da maneira indicada. De modo que só a única opção razoável é abandonar também a obrigatoriedade de escolher uma obra de cada período histórico.

      Pode-se manter a sugestão de escolher uma obra de cada um dos períodos, mas impor esta opção não tem qualquer justificação didáctica ou científica, restringindo arbitrariamente a liberdade dos professores.

 

7.      O elenco de obras propostas precisa de ser ajustado.

 

      Não se compreende por que razão continua a haver 2 obras de Platão no elenco. O diálogo Górgias deve ser eliminado, dada a sua importância relativa ser menor, comparada com o Fédon.

      O Mestre, de Santo Agostinho, deve ser substituída pela obra Contra Académicos (Coimbra, Atlântida, 1957), bastante mais importante do ponto de vista filosófico e melhor representativa do pensamento do autor.

      É de estranhar a ausência de uma obra de Tomás de Aquino, um dos mais importantes filósofos medievais, e anteriormente contemplado.

      É inaceitável a inclusão de uma obra de Pico della Mirandola, um autor menor em termos de influência filosófica. Se alguma obra representativa do Renascimento figurar no elenco, deverá ser Diálogo dos Grandes Sistemas, de Galileu (Lisboa, Gradiva, 1992), muitíssimo mais relevante filosoficamente, ou O Príncipe, de Maquiavel (Lisboa, Guimarães Editores, 1999).

      Não há qualquer justificação científica, histórica ou didáctica para preterir as Meditações sobre a Filosofia Primeira, de Descartes (Coimbra, Almedina, 1992), em favor de Princípios da Filosofia. As Meditações são uma obra acessível mas importantíssima, tanto filosófica como historicamente, havendo além do mais uma boa tradução portuguesa. Esta é uma deficiência herdada do programa cessante, mas que pode e deve ser corrigida.

      É inaceitável que de Nietzsche seja contemplada a obra O Nascimento da Tragédia em vez de Para a Genealogia da Moral (Lisboa, Relógio dÁgua, 2000), obra muito mais importante histórica e filosoficamente, e muito mais representativa do pensamento do autor, sem deixar de ser acessível a estudantes.

      Num elenco de obras tão restrito não se justifica a inclusão de uma obra de Marx, dada a sua influência filosófica restrita; a sua influência foi sobretudo política e histórica.

      De Husserl é inaceitável a inclusão de uma obra de importância diminuta no pensamento do autor. Dado que a complexidade de uma obra como A Ideia de Fenomenologia é didacticamente desaconselhável, conclui-se que nenhuma obra de Husserl deve constar de uma lista que obviamente tem de excluir muitos outros autores igualmente, ou mais, importantes.

      O mesmo acontece no que respeita a Heidegger. A obra que anteriormente constava do elenco (Da Essência da Verdade) terá sido uma das menos adoptadas pelos professores, por ser didacticamente desaconselhável para estudantes do 12.° ano. Contudo, tinha o mérito de ser uma obra representativa do pensamento do autor. Mas A Origem da Obra de Arte, além de ser igualmente desaconselhável do ponto de vista didáctico, não é nem representativa do pensamento do autor, nem uma obra que tenha tido importantes repercussões históricas nem filosóficas. Deve por isso ser eliminada.

      Sugere-se fortemente a inclusão da obra O Mito do Contexto, de Karl Popper (Lisboa, Edições 70, 1999) uma obra didacticamente acessível, representativa do pensamento do autor, e que apresenta ideias que influenciaram decisivamente a filosofia do séc. XX.

      Sugere-se fortemente a inclusão da obra Utilitarismo, de J. S. Mill (Coimbra, Atlântida, 1976), obra fundamental do pensamento ético do séc. XIX e de imensas repercussões na ética e filosofia política actuais, além de acessível a estudantes.

      Finalmente, é inaceitável que em detrimento de tantos outros autores que muito maior influência exerceram na filosofia do séc. XX, se inclua Hannah Arendt. A influência do pensamento desta autora é muito menor do que Jean-Paul Sartre, de quem se poderia incluir O Existencialismo é um Humanismo (Lisboa, Presença, 1972), Nelson Goodman, de quem poderia incluir-se Facto, Ficção e Previsão (Lisboa, Presença, 1991), A.J. Ayer, de quem poderia incluir-se Linguagem, Verdade e Lógica (Lisboa, Presença, 1991) ou William James, de quem poderia incluir-se O Pragmatismo (Lisboa, INCM, 1997). Estamos a excluir Os Fundamentos da Aritmética, de Frege (Lisboa, INCM, 1992), porque apesar de ser um autor incontornável do séc. XX, esta não é a sua obra mais significativa nem adequada para estudantes do 12.° ano.

 

8.      As fichas das obras estão mal concebidas.

 

      As fichas das obras são um dos instrumentos mais importantes para o trabalho dos professores. Todavia, estão mal concebidas. Saúda-se o facto de serem muito sintéticas, e a revisão que se propõe não altera o seu tamanho que se considera ideal. Todavia, as secções Horizonte temático e Conceitos devem ser eliminadas e substituídas por uma única secção intitulada Conteúdos. Na actual proposta, o horizonte temático não é mais do que um conjunto solto de frases, como que um índice alargado das obras; e a secção conceitos não é mais do que uma lista de palavras, muitas das quais não exprimem quaisquer conceitos filosóficos centrais.

      Ao invés, a secção Conteúdos deve explicar de forma sintética mas articulada, em dois parágrafos, quais são as ideias centrais da obra, ao invés das palavras e das expressões usadas pelo autor. No caso do Fédon, a título de exemplo, é necessário explicar que o problema central da obra é a imortalidade da alma; que tipo de argumentos são avançados por Sócrates; e qual é a conclusão final. Só assim uma ficha de obra é realmente um instrumento didacticamente útil e cientificamente articulado. Tal como está, contraria o espírito do programa, pois sugere que o que se pretende não é um ensino crítico das ideias dos filósofos, que permita ao estudante discuti-las criativamente, mas antes um ensino dogmático e acrítico, que consiste em ensinar os estudantes a repetir as palavras e expressões dos filósofos. 

 

9.      Sugestões bibliográficas.

 

      Três obras importantes para professores e estudantes do 12.° anos, ausentes da bibliografia, são as seguintes:

 

1)      Philosophical Writing, de A.P. Martinich (Blackwell, Oxford, 1996). Trata-se de uma obra muito melhor do que Writing Philosophy Papers, distinguindo vários tipos de ensaios filosóficos e oferecendo a professores e estudantes vários instrumentos filosóficos que permitem avaliar e redigir bons ensaios filosóficos.

2)      A Arte de Argumentar, de Anthony Weston (Gradiva, Lisboa, 1996). Trata-se de uma obra em português que transmite a professores e estudantes alguns dos instrumentos cruciais para redigir ensaios filosóficos.

3)      Pense: Uma contagiante introdução à filosofia, de Simon Blackburn (Gradiva, Lisboa, 2001). Não se tratando de uma obra que ensine a escrever ensaios filosóficos, mostra pelo exemplo o que é escrever um ensaio filosófico, como se discutem as ideias dos filósofos, como avaliamos os seus argumentos, como apresentamos contra-exemplos, e como procuramos formulações sucessivamente mais rigorosas dos problemas em causa. Crucial para o estudante e o professor compreenderem o que é discutir realmente as ideias dos filósofos, ao invés de se limitarem a parafraseá-las ou a comentá-las, a obra apresenta o actual estado da discussão de muitíssimos problemas clássicos da Filosofia, tratados nas várias disciplinas filosóficas.

 

10.  Publicações na Internet.

 

      Por lapso, não se indica a maior publicação portuguesa de filosofia na Internet. Trata-se da Crítica: Central de filosofia e cultura, disponível em www.critica.no.sapo.pt. É não apenas a maior publicação portuguesa de filosofia na Internet, mas uma das maiores a nível mundial, disponibilizando vários recursos para estudantes e professores de filosofia de todos os graus de ensino. Tratando-se de uma publicação, está aberta à participação de professores e estudantes, que têm enriquecido as suas páginas com artigos introdutórios, apresentações de livros, traduções de textos importantes para as aulas, etc. A sua não inclusão é um lapso que urge corrigir.

 

 

CONCLUSÃO

 

      Este (projecto de) programa é melhor do que o cessante e bastante melhor do que o desastre constituído pelo novo programa do 10.° e 11.° anos, que não beneficiou de qualquer das sugestões apresentadas por mim. Se a equipa de autores estiver agora disposta a atender as sugestões de José Nogueira dos Reis, não lhe será difícil corrigir as deficiências mais graves aqui apontadas.

Estarei, pois, sempre disponível para esclarecer ou aprofundar qualquer aspecto deste parecer ou para outra forma de cooperação, formal ou informal, que a equipa de autores ou o Ministério considerem desejáveis.

 

 

Parecer efectuado por José Nogueira dos Reis, morador na Rua da Barreira, nº12,

Santa Eugénia, 5070-411 StªEugénia Alijó.

Santa Eugénia,31.5.02 14:41

 

 

O Trabalho e a Personalidade

Realizado por:

José Nogueira dos Reis

O Trabalho e a Personalidade. 1

Introdução ao estudo da Personalidade. 1

Breve histórico. 1

Preâmbulo. 1

Tendências Filosóficas/Psicológicas. 1

Continuação. 1

Teorias de Formação. 2

Personalistas Americanos. 2

Pensar o Homem.. 2

Levantamento Temático. 2

Vontade e Liberdade como sua Propriedade. 2

Agir incondicionalmente supõe«Liberdade de vontade». 2

A liberdade é o princípio fundamental de toda a moralidade. 2

Vocabulário ou expressões mais usadas, na linguagem Kantiana. 2

Competências Profissionais. 2

Balanço de Competências Desenvolvidas ao Longo da Vida. 2

Aquisição de Competências Sócio-Profissionais. 3

Valores Profissionais. 3

Fenómenos Psíquicos. 3

Fenómenos Psíquicos, Manifestações. 3

O Conceito da Personalidade. 3

Inquérito de Qualidades Desenvolvidas numa Empresa. 4

.As Relações de Personalidade. 4

O Reflexo das Relações Objectivas. 4

As Relações Pessoais. 4

Filo e Ontológicamente. 4

 

Introdução ao estudo da Personalidade

Breve histórico

Originariamente, a palavra pessoa designava a máscara que o actor punha no rosto (latim, persona, litchina, no antigo russo, litchnost, no russo actual), passando depois a designar o actor e o seu papel: a pessoa do rei, do acusador, etc. Com o tempo a excepção da palavra estendeu-se ao mundo interior do indivíduo

Preâmbulo

Ao longo da evolução histórica, o trabalho modelou o homem; a sua acção determinante na formação da pessoa humana continua nos nossos dias. Esta é uma tese que tanto partilham filósofos e psicólogos materialistas como idealistas.

Estranho, é não abundarem trabalhos e/ou estudos interessados em mostrar as particularidades e as leis da génese das diversas qualidades da personalidade nas condições concretas do trabalho.

Tendências Filosóficas/Psicológicas.

Materialista: Esta por sua vez cindiu-se, em duas correntes. 1ª- assenta em posições biológicas; 2ª- assenta em posições sociológicas.

Continuação

Tendência idealista: è a ideia de unidade do espiritual e da pessoa, cujas raízes mergulham em Platão, que está na base da filosofia idealista moderna do personalismo.

Teorias de Formação

Na teoria dos grupos e dos indivíduos no processo de trabalho define-se a exposição relativa às qualidades da personalidade e da sua co-relação com o trabalho. Deva-se ter  especial atenção às qualidades que se inscrevem nos vários aspectos da estrutura funcional dinâmica da personalidade.

Personalistas Americanos

B. Bowne e J. Royce, fundadores do personalismo, consideram a personalidade uma substância «supra-individual», cuja mentalidade a manifesta, tanto em relação à essência física como à essência psíquica, na sua opinião, a substância da pessoa forma o «nódulo», que está rodeado de «esferas» empiricamente reconhecíveis: o temperamento, o carácter, as capacidades.

Pensar o Homem

Pertencente à ordem inteligível e pensado como ser fenoménico, pode acontecer ao mesmo tempo«pois que uma coisa na ordem dos fenómenos(...)esteja submetida a certas leis, de que essa mesma coisa ou ser em si, é independente, isso não contém a mesma contradição, porque no 1º caso o homem pensa-se afectado pelos sentidos e, portanto, como pertencente ao mundo inteligível.

Levantamento Temático

Vontade e Liberdade como sua Propriedade.

Agir incondicionalmente supõe«Liberdade de vontade»

A liberdade é o princípio fundamental de toda a moralidade

Vocabulário ou expressões mais usadas, na linguagem Kantiana

Boa-vontade Agir por puro respeito pela lei.

Razão prática dinamismo ou uso moral da razão.

Felicidade conjuntamente com a vontade constitui o Soberano Bem .

Respeito observância por respeito à lei; em conformidade c/a lei; por obediência à lei e não por outra razão.

Competências Profissionais

Capacidade de calculo

Capacidade de raciocínio

Capacidades criativas

Capacidades directamente ligadas ao trabalho

Capacidade de comunicação

Capacidades Pessoais/Interpessoais

Balanço de Competências Desenvolvidas ao Longo da Vida

Humanas

Aquisição de Competências Sócio-Profissionais

Desenvolvimento Pessoal

Atitudes e Comportamento

Comunicação e Relacionamento

Motivações

Mudança

Normas, Valores e Quadros de Referência

Valores Profissionais

Pessoas

 

 

Actividade Física

Bom Salário

Criatividade

Elevada Realização

Independência

Liderança

Prestigio

Risco

Segurança no Emprego

Trabalho com Pessoas

Fenómenos Psíquicos

1-     Processos Psíquicos

2-     Estados Psíquicos

3-     Propriedades Psíquicas

 

   Fenómenos Psíquicos, Manifestações

1-     Sensações, percepções, memória, reflexão, etc.

2-     Vigor, Fadiga, Actividade, Passividade, Irritabilidade, e os Diferentes Estados de Espirito

3-     Estas são mais estáveis, embora sejam variadas. As modificações pela evolução biológica do homem, compreendidas entre a nascença e a velhice. Mas são sobretudo modificações quando expostas a influências das condições sociais e da educação.

 O Conceito da Personalidade

Está intimamente ligado ao conceito de Ego

Inquérito de Qualidades Desenvolvidas numa Empresa

Total de Respostas- 233

Perseverança

71

30%

Iniciativa

38

16%

Constância no Esforço

32

14%

Coragem

28

12%

Resolução

19

08%

Organização

13

06%

Independência

13

06%

Desejo de Instrução

12

05%

Assiduidade

07

03%

Total

233

100[JdFSE1] %

 

.As Relações de Personalidade

Uma Relação Existe sempre em Função de Mim Mesmo.

O Animal não está em relação com o que quer que seja, não conhece qualquer relação.

Para o animal, as suas relações com os outros não existem como relações.

O Reflexo das Relações Objectivas

Pela consciência, no plano ontológico, como fenómeno psíquico.

E, no plano ontológico, como se sabe, não se pode qualificar de subjectivo, num fenómeno psíquico.

No plano ontológico, os fenómenos psíquicos, com inclusão das relações psíquicas são objectivas.

As Relações Pessoais

Quando conscientes, enquanto forma superior, que é pertença única do homem, das relações psíquicas, surgem num lugar onde se constituem as operações do«Eu» e do «Não-Eu».

A forma da Relação Pessoal que põe o Ego em evidência (ofensa, timidez, medo, etc.) é dado ao homem geneticamente.

Filo e Ontológicamente

A gama complexa das relações psíquicas que permitem compreender asa relações pessoais do homem no trabalho, chama-la-emos de «série genética das relações.

O ganido de um cão espancado, o bebé que deixa de chorar quando lhe mudam a fralda representam relações psíquicas extremamente primitivas.

Mas quando um cão baixa a cauda ao ver avançar um pau ou o bebé sorri ao ver aproximar-se a mãe, são relações um tanto mais complicadas incontestavelmente.

O Trabalho e a Personalidade. 1

Introdução ao estudo da Personalidade. 1

Breve histórico. 1

Preâmbulo. 1

Tendências Filosóficas/Psicológicas. 1

Continuação. 1

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O Reflexo das Relações Objectivas. 4

As Relações Pessoais. 4

Filo e Ontológicamente. 4

 

  

 

 

 

 

 

 


 [JdFSE1]Empresa Moderna

 

Jose Nogueira Reis

Santa Eugénia

5070-411

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Jose Nogueira Reis

Data de Nascimento: 20/03/1953

Estado civil: Separado

B.I.nº3451368

Habilitações Literárias: 2º Ano do Curso Complementar, mais a Disciplina de Português, no exame A.D.O.C., na Faculdade de Letras

 

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Última revisão: data 14/03/2002

 

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Nossa Senhora da Piedade - Sanfins do Douro

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