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JNReis
José Nogueira dos Reis

Jose Nogueira Reis

Santa Eugénia

5070-411

Índice

Santa Eugénia.. 1

Santa Eugénia.. 1

Índice. 1

Informações profissionais. 1

Habilitações Académicas. 1

Formação Profissional 1

Formação Específica. 1

Colóquios, Retiros e Fóruns. 2

Experiência Profissional 2

Cargo ou profissão. 4

Principais responsabilidades. 4

Departamento ou grupo de trabalho. 4

Ligações favoritas. 4

Contactos. 5

Endereço de correio electrónico. 5

Endereço na Web. 5

Telefone do escritório. 5

Projectos actuais. 5

Informações pessoais. 6

Interesses pessoais. 6

Capacidades para o Corrente do «Dia a Dia»

Informações profissionais

Habilitações Académicas

2º Ano do Curso Complementar

Português, exame ADOC (Faculdade de Letras no Porto )

Formação Profissional

Curso de Primeiros socorros Secretaria de Estado da Segurança Social e Prevenção no Trabalho

Curso de Jovem Empresário Agrícola Ministério da Agricultura

Curso de Aquisição de Competências Sócio Profissionais (POEFDS ) Sendo constituído por duas partes: Uma de Formação teórica com duração de 492horas, estando incluídas 120horas de informática, ministradas pelo Exmº Doutor António Mansilha; e a outra, de Formação Prática com duração de 168horas, correspondendo a um estágio, na entidade Junta de Freguesia Stª. Eugénia, que se está a prolongar desde Janeiro até à data. Exercendo as Funções de Toda a Parte Administrativa, Atendimento ao Público, ensaios, debates, levantamentos Sócio Culturais, Patrimoniais, Históricos, Estudos, Planos e Objectivos, requerimentos para todas e quaisquer Repartições(como por ex.: Pedidos de Licença de plantio, reconstituições, certidões de teor, apoio telefónico, contagem de tempo para ex-combatentes, subsídios agrícolas, declaração de transporte de produtos agrícolas, de residência, de posse, de condição económica, de vida, etc. etc.), buscas na Internet. Uma espécie de «Loja do cidadão», mas, com um só «funcionário polivalente», um verdadeiro gabinete de apoio ao munícipe.

Formação Específica

Leitor Cobrador

Técnico Classificador de Vinhas

Animação Cultural

Promoção Cultural

Levantamento de Prédios Rústicos

Recenseamento Geral Agrícola

Censos

Previdência Social, direitos, deveres, legislação e novos documentos

Imobiliária

Vindima, transporte, legislação e fiscalização

Formação Autarca Autarcas, Autarquias, Municípios e Munícipes

Formação Autarca Protecção Civil

Colóquios, Retiros e Fóruns

2 de 1 semana cada 1 Seminário de Vila-Real(Padre Feitor Pinto ), incluía temas como: Historial do Cristianismo e das Religiões mais significativas; Cristianismo, outras religiões e liberdade de culto; Igreja e Estado; O cristão e a sociedade contemporânea; Paz, guerra, direitos universais do homem, Objectores de consciência , solidariedade e mecenato; Idealismo e Materialismo; Cristianismo e Marxismo.

Experiência Profissional

2002

Estágio na Junta de Freguesia de Santa Eugénia

2001

Censos

2000

Leitor de contadores eléctricos EDP(concelho de Alijó, Sabrosa e Murça )

1999

Escriturário Norte Frangos

1998

Vendedor Norte Frangos

1997

Vendedor Monteiro & Filhos

1996

Técnico Classificador de Vinhas (EDEM, Instituto do vinho e da vinha )

1995

Promotor Cultural Grupo Desportivo Cultural e Recreativo de StªEugénia

1994

Técnico de Armazém (Exportação ) Moto Meter

1993

 Imobiliária -  ( Madrid )

1992

  Mordomo -  ( Madrid )

1991

Barman ( Madrid ); Censos

Santa Eugénia.. 1

Santa Eugénia.. 1

Índice. 1

Informações profissionais. 1

Habilitações Académicas. 1

Formação Profissional 1

Formação Específica. 1

Colóquios, Retiros e Fóruns. 2

Experiência Profissional 2

Cargo ou profissão. 4

Principais responsabilidades. 4

Departamento ou grupo de trabalho. 4

Ligações favoritas. 4

Contactos. 5

Endereço de correio electrónico. 5

Endereço na Web. 5

Telefone do escritório. 5

Projectos actuais. 5

Informações pessoais. 5

Interesses pessoais. 6

Capacidades para o Corrente do «Dia a Dia»

 

DE 1977 a 1992

Fui Empresário Agrícola, embora, por vezes, acumulasse com outras funções

1987

Recenseamento Geral Agrícola

DE 1984 a 1986

Mediador de Seguros Eagle Star

De 1979 a 1981

Educador de Adultos Ministério da Educação

1973

Levantamento de Propriedades Agrícolas Ministério das Finanças

DE 1972 a 1973

Escriturário Colégio Nossa Senhora da Boavista ( Vila Real )

De 1970 a 1972

Escriturário Casa do Povo de Santa Eugénia

Santa Eugénia.. 1

Índice. 1

Informações profissionais. 1

Habilitações Académicas. 1

Formação Profissional 2

Formação Específica. 2

Colóquios, Retiros e Fóruns. 2

Experiência Profissional 2

Cargo ou profissão. 4

Principais responsabilidades. 5

Departamento ou grupo de trabalho. 5

Ligações favoritas. 5

Contactos. 5

Endereço de correio electrónico. 5

Endereço na Web. 5

Telefone do escritório. 5

Projectos actuais. 5

Informações pessoais. 6

Interesses pessoais. 6

Capacidades para o Corrente do «Dia a Dia»

 

 

 

Teatro Autor, Co encenador e Actor

Co Fundador do Centro Cultural e Recreativo de StªEugénia

Co Fundador do Grupo Desportivo Cultural e Recreativo de StªEugénia

Co Fundador do Centro Social de StªEugénia

Direcção da Casa do Povo de StªEugénia

Assembleia                                     

Candidato a Assembleia de Freguesia

Candidato a Assembleia Municipal

Deputado da Assembleia Municipal

                                             de Freguesia

Militante de Partido Político

Sócio dos Bombeiros Voluntários de Alijó

                                             G.D.C.R.StªEugénia

                                             Cento Social            

Cooperador do Funcionário/Encarregado do Grémio dos Viniticultores

                                                                                                      dos CTT

                                             Estafeta dos CTT ( Carteiro )

Explicador

Participação em Torneios de Damas e Xadrez

Participação na 1ªVinord ( 3º Lugar Canções )

Participação no 1º FITEI ( Festival de Teatro de Expressão Ibérica )

Atleta de Futebol

Membro de Mesas da Assembleia de voto; Inclusive 16/12/2001 e 17/03/2002

Organização de várias excursões:

Santarém

Braga

Castelo Branco

Mirandela

Santiago de Compostela

Membro do Grupo Cristão «Oásis»

Delegado Político

Encontros de Municípios

Participei em várias iniciativas do INATEL

Co Fundador da Associação de ovinos e caprinos de Vila Real e Bragança

1968 Fundei e Redigi um jornal de turma (Gomes Teixeira)

1970 Co Fundador do Jornal menor, «O Plátano»

1974 - Participei Activamente nas campanhas de «Politização»

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cargo ou profissão

Escriturário

Principais responsabilidades

Toda a Parte Administrativa.

Departamento ou grupo de trabalho

Junta de Freguesia de Santa Eugénia

 

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Ligações favoritas

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http://josereis.planetaclix.pt/4.html;

http://josereis.planetaclix.pt/5.html;/6/7.

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Contactos

Endereço de correio electrónico

HipyReis@clix.pt

JNReis@clix.pt

Reis0@portugalmail.com

rnjose@hotmail.com

JNogueiraReis@sapo.pt

Reis22@lycos.com.

JNR.SE@mail.pt.

reisnet@mixmail.com

 

 

santaeugenia@santaeugenia.zzn.com

santabarbar@santaeugenia.zzn.com

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Endereço na Web

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Telefone do escritório

259646486

 

 

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Projectos actuais

 

   Entrar para a Faculdade

Iniciar o Curso de Sociologia

 

 

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Informações pessoais

José Nogueira Reis

Data de Nascimento: 20/03/1953

Estado civil: Separado

B.I.nº3451368

Habilitações Literárias: 2º Ano do Curso Complementar, mais a Disciplina de Português, no exame A.D.O.C., na Faculdade de Letras

 

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Interesses pessoais

   Leitura

Teatro

Informática

Xadrez

Damas

Divertimento

Sociabilização

        Capacidades para o corrente do «Dia a Dia»

 

 

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Última revisão: Sexta-feira, 14 de Junho de 2002

 

 

José nogueira dos reis

                                                      

Gostaria de iniciar este «Trabalho de História», sobre a 1ªGuerra Mundial, com a inclusão do «Historial» de Santa Eugénia, 5070-411, Alijó. Seguidamente gostaria de inscrever um outro meu «Trabalho», ou ensaio sobre o tema «O Trabalho e a Personalidade».

Falar de Santa Eugénia -

 é deixarmo-nos envolver por um certo transe, deslizando a tinta ao sabor daquilo que nos ocorre no pensamento, é sentirmo-nos num espaço tão ínfimo, mas tão grande, tão nobre, que todas as palavras que se possam utilizar, é apenas um pouco daquilo que sentimos desta maravilhosa terra.

Freguesia com profundas raízes históricas, materializadas no belíssimo património cultural e na memória colectiva das suas gentes.

São múltiplas as potencialidade turísticas: a beleza natural das suas serras, as aprazíveis paisagens, o rio «Tinhela», a gastronomia e o património arqueológico, construído, etnográfico e artístico, constituem a identidade natural e cultural desta belíssima aldeia.

Orgulhamo-nos pois de expor e tornar acessível a todos, através desta nova forma de comunicar, os traços gerais que caracterizam esta terra «Transmontana». Quem nos visita pela primeira vez, dificilmente escapa ao desejo de visitar novamente este lugar deslumbrante.

Autor: José Nogueira dos Reis[JdFSE1] [JdFSE1]

 

 

 

 

 

 

[JdFSE2] [JdFSE2]  

Introdução. 1

Introdução. 1

Agradecimento. 2

Historial 2

Marca de tempos remotos, estão, bem patentes, na «Lage do Concelho»  3

Lage do Concelho. 3

Celebridades. 4

2- População. 6

População e sua distribuição por sexos. 6

Mulheres- 219. 6

População existente em 1801. 6

Desenvolvimento Económico. 7

Desenvolvimento e Turismo. 7

Acção Social 7

Turismo. 7

Desporto, Recreio e Lazer 8

Tradições. 9

Lendas. 9

Santa Eugénia. 10

Artesanato. 11

Autor 11

Introdução

Falar de Santa Eugénia, é deixarmo-nos envolver por um certo transe, deslizando a tinta ao sabor daquilo que nos ocorre no pensamento, é sentirmo-nos num espaço tão ínfimo, mas tão grande, tão nobre, que todas as palavras que se possam utilizar, é apenas um pouco daquilo que sentimos desta maravilhosa terra.

Freguesia com profundas raízes históricas, materializadas no belíssimo património cultural e na memória colectiva das suas gentes.

São múltiplas as potencialidade turísticas: a beleza natural das suas serras, as aprazíveis paisagens, o rio «Tinhela», a gastronomia e o património arqueológico, construído, etnográfico e artístico, constituem a identidade natural e cultural desta belíssima aldeia.

Orgulhamo-nos pois de expor e tornar acessível a todos, através desta nova forma de comunicar, os traços gerais que caracterizam esta terra «Transmontana». Quem nos visita pela primeira vez, dificilmente escapa ao desejo de visitar novamente este lugar deslumbrante.

Autor: José Nogueira dos Reis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agradecimento

 

 

Agradeço a Deus, a meus pais, a toda a população de Santa Eugénia, a mim próprio e a meus filhos, tudo o que sou, fui e serei.

Não posso deixar de aqui fazer referência a um verso que escutei numa desgarrada ao «desafio» - O meu avô foi a semente e a minha avó foi a terra.

Historial

Historial de Santa Eugénia:  -

1- Historial : Santa Eugénia, situa-se a cerca de 15km. de uma das saídas da I.P.4-Pópulo.

Tem a área Aproximada de: 779 ha

As Freguesias limítrofes são: A Norte- Pegarinhos; A Sul- Carlão; A Este- Candedo(esta do concelho de Murça); A Oeste- Casas da Serra (lugar da freguesia de Carlão)

Orago: Santa Eugénia

Topónimo: Eugénia, de origem grega, significa Bem Vinda, Bem Aparecida, de Boa Linhagem

Os Primeiros Povos remontam ao período Megalitico; Comprova-o o facto de nas redondezas existirem ainda Pinturas Rupestres, Dolmens e Antas; aqui segundo se conta uma pintura Rupestre foi destruída aquando da busca de Volfrâmio (contou-mo variadissímas vezes, Francisco Henrique, Francisco Henrique Novo e Artur Coelho dos Reis. Prova-o também o seu culto de origem sueva.Da época Romana existe, em pleno estado de conservação, uma «Fonte de Mergulho», aqui denominada «Fonte de Baixo».

Marca de tempos remotos, estão, bem patentes, na «Lage do Concelho»

 Lage do Concelho

Concelho -  substantivo masculino.

Significa : Circunscrição administrativa;

Subdivisão de Distrito;

 Município.

Latim conciliu.

Significa Assembleia.

É precisamente da acepção Latina, que esta «Lage do Concelho», herdou o nome. Era o local onde os «vizinhos»(antigo nome dado aos habitantes bons), se reuniam em assembleia, quer para eleger os seus dignos representantes junto de entidades hierarquicamente superiores(exemplo: Nos órgãos concelhios), quer para resolver problemas respeitantes a si próprios e/ou à localidade. Servia também de «Tribunal Moral», isto é:

Ali eram publicamente denunciados os maus actos e seus praticantes. O malfeitor, ou se emendava, ou era simplesmente arredado do mais simples convívio com os vizinhos.

Por sorte do destino, tinha esta «Lage do Concelho» uma outra função. Era precisamente o local de marcação limite, da altitude máxima permitida pelo Marquês de Pombal, para autorização de «benefício».

Esta mesma «Lage do Concelho», situa-se precisamente (no inicio?, no fim?)num dos extremos da rua Marquês de Pombal. Coincidência ou propósito desta estranha relação, entre a «Lage do Concelho»(um pouco abaixo dos 500 metros de altitude) e a rua «Marquês» de Pombal (autor da marcação da mais antiga região demarcada), com toda a modéstia, não o sei. Acho apenas uma coincidência demasiado coincidente.

Vou, para um melhor entendimento deste sítio, fazer uma retrospectiva histórica, de uma forma suscinta;

Pelouro D.João I, por carta Régia de 13 de Junho de 1391, descreve as grandes tropelias que as eleições para os concelhos provocavam Grandes Sayoarias e rogos, através das quais só se criavam grandes ódios entre os «vizinhos».

Na dita carta Régia determinava-se o 1º recenseamento eleitoral que Portugal teve. Nele se mandava que os oficiais do governo fizessem «róis».(...) o nome era escrito num papel separado e metido numa bola de cera, chamada pelouro daí o nome dos actuais pelouros das vareações eram estes, por sua vez, metidos numas caixas a que hoje damos o nome de urnas e então se chamavam «capelos».

Mas as queixas de fraudes eleitorais continuaram, pois, tem-se conhecimento de que esse problema foi posto também nas cortes de Évora de 1451.Outras dificuldades atravessou o processo de eleição dos «edis», e não menor foi a de em certos concelhos haver tantos indivíduos com privilégios religiosos ou dados pelo rei, que por eles se esquivavam os cargos para que eram eleitos. Estou absolutamente convencido, de que estas fraudes e problemas, sempre se mantiveram, mas, também, a necessidade dos «vizinhos» de beneficiar de um executivo local, que compreende os problemas da terra e dos homens do respectivo concelho.

Então, os caciques, ontem como hoje, procuram eternizar-se no poder. Uma das formas mais antigas de o fazer, era e é, amedrontar os mais necessitados. Para tal, é absolutamente necessário, exercer algum modo de pressão e/ou controle. A fórmula aqui encontrada (e não só aqui), era dar-lhe uma aparência «séria», fazendo eleições para escolha «livre ?», pelo menos na aparência, mas de dedo no ar!!!. Porque assim, as pessoas de condição social inferior, com medo de represálias futuras, elegiam      quem os mais privilegiados queriam. Essas eleições, eram realizadas na LAGE DO CONCELHO .

 

 

Celebridades

 

 

Figuras Ilustres, pré-25/4/1974: José Cunha Cardoso ( Delegado de Saúde de Benguela), Homem de elevada filantropia, contribuiu para prolongar a vida de muitos habitantes desta freguesia.

Manuel José Guerra Santos Melo, responsável por: Luz eléctrica; Água Pública; Casa do Povo; Reparação da Capela de Santa Barbara, Igreja Matriz, Cemitério, Escolas. Para além da água ser explorada numa sua propriedade, ainda hoje, quando existe escassez de água, a sua família põe uma torneira de água a correr para toda a povoação.

Pós 25/4/1974:

António Alves Martinho, Deputado na Assembleia da República, em dois mandatos consecutivos. Grande defensor do «Douro» e principalmente dos durienses. Conhecedor das dificuldades destas terras, nunca se escusou a esforços, quer na defesa da melhoria das condições sócio-económicas, quer na defesa dos seus mais elementares direitos. Enquanto deputado na Assembleia da República, fez várias visitas de trabalho à Casa do Douro, bateu-se galhardamente pela sua recuperação económica e pela recuperação da linha de orientação da sua origem, que era a defesa intransigente dos lavradores do douro, seus associados. Foi sempre defensor de uma forte representatividade dos pequenos e médios produtores do douro, nas instituições oficiais, e/ou representantes da «região».Na continuidade desta orientação de defesa, que sua Exª, o senhor Doutor Martinho perfilhou, fez parte da Direcção da Adega Cooperativa de Alijó.

Uma das suas paixões - ou não fosse ele uma figura de elevadíssima vontade de igualdade de oportunidades, melhoria do factor social, acesso de todos à educação e à saúde - era o associativismo, como forma aglutinadora do reunir das gentes, do reflectir, do ensinar, do aprender, do divertimento sadio, do desenvolvimento harmonioso da pessoa humana e da maturidade democrática adquirida na mais pura convivência. Assim sendo, pode dizer-se sem receio de qualquer espécie de inverdade, que a ele se deve, a sede do «Grupo Desportivo Cultural e Recreativo de Santa Eugénia. Obra que orgulha todos os concidadãos desta terra, da qual ele foi co-fundador e Presidente vários anos .           

Manuel Adérito Figueira, Vareador do Pelouro de Obras na Câmara Municipal de Alijó. Dotado de uma capacidade de trabalho em prol do bem público, fora do comum, defensor da cultura popular, suas tradições e festas, respeitador dos seus mitos e ritos, a ele se deve, entre muitas outras coisas, a continuidade da «NOSSA FESTA». Foi também Presidente da Assembleia Geral do Grupo Desportivo.

Sem prejuízo das outras terras, tem contribuído enquanto Vareador do Pelouro das Obras da C.M. de Alijó, para o desenvolvimento do património edificado e do bem estar dos habitantes desta freguesia. A ele se deve em grande parte a continuidade da existência do Centro Social.    

Elias Martins Eiras, Presidente da Junta de Freguesia. É uma pessoa que eu, José Nogueira dos Reis, particularmente admiro. Tem uma capacidade inata para a resolução de problemas, uma perspicácia enorme para o social e uma rara vontade de servir os seus concidadãos. Começou ainda muito novo  a «Apertar o Próprio Cinto», isto é: Por necessidade e por seu próprio ser, ganhou para ele próprio desde a mais tenra idade. Ainda não devia ter 18 anos quando imigrou para França. Aqui teve a oportunidade de conhecer outras gentes e outras culturas. Sendo um homem com uma abertura e predisposição para aprender, a variedade de cargos, situações de trabalho, contacto com várias culturas, e, um Q.I. que considero acima da média, deram lhe , melhor, proporcionaram-lhe uma aquisição de competências, que se fossem certificadas estariam muito acima do que ele próprio imagina.  

José Nogueira dos Reis, figura de elevada filantropia,  contribuiu fortemente para o desenvolvimento cultural das gentes desta freguesia desde os jovens, aos adultos homem de um só caracter, de um só ser, fosse qual fosse a fase da vida por que estivesse a passar. Foi fundador e co fundador de todas as associações culturais, de solidariedade, associativas, desportivas e/ou recreativas. Refundou o teatro, deu educação a adultos, foi promotor cultural, fundador ( nesta freguesia ) do partido socialista, tendo contudo, sempre presente o desenvolvimento, independência e afirmação destas gentes. Homem de uma simplicidade fora do comum, aparecia e desaparecia, quase sem se dar por ele!!. Pessoa sempre pronta a compartilhar o seu conhecimento, nunca se esquivou a dar uma boa e útil informação, a procurar ele próprio informar-se para informar. Fruto do seu avanço, quer para a época, quer em relação aos seus conterrâneos, trilhou caminhos amargos, que só a ele prejudicaram, mas, que lhe serviram de ensinamento para segurar a queda de outros. Julgo mesmo, que o seu maior inimigo, foi o seu avanço. Para se saber um pouco mais de este«SENHOR», VISITEN-SE OS SEUS SITES:

http://nogueirareis.tripod.com/; http://nogueirareis.tripod.com/alijo; http://nogueirareis.tripod.com/santaeugenia; http://reis19.tripod.com/; http://reis19.tripod.com/jnr; http://reis19.tripod.com/rnj;http://reis19.tripod.com/reis19; http://jose727.tripod.com/;http://hipyreis.tripod.com/; http://josereis.planetaclix.pt;http://josereis.planetaclix.pt/reis;http://josereis.planetaclix.pt/1.html;http://josereis.planetaclix.pt/2.html; http://josereis.planetaclix.pt/3.html; http://josereis.planetacix.pt/4.html; http://josereis.planetaclix.pt/5.html; http://josereis.planetaclix.pt/Pessoal; http://josereis.planetaclix.pt/J.N.Reis.html; http://rjn.planetaclix.pt/index.html; http://rjn.planetaclix.pt/1.html; http://HipyReis.tripod.com/TituloPessoal; http://jose727.tripod.com/TituloPessoal; http://juntafreguesia.tripod.com/; http://santaeugenia.tripod.com/. 

2- População

Habitantes-511

 Residentes-HM-410-H-191,( com mais de 18 anos);

Eleitores inscritos : 480 ( compreendidos entre os n.º 3 e 711) ;

Famílias-191

Alojamentos-223

Edificios-215

No reinado de D.Sancho II, Santa Eugénia, fazia parte do concelho de Alijó;

Em 1258, nas Inquisições de D.Afonso III, Aparece no concelho de Murça.

Em 1269, D.Afonso III, ao confirmar o foral de seu irmão, dado a Alijó, ainda inclui de forma condicional, Santa Eugénia no concelho de Alijó.

A verdade é que no recenseamento de 1530, (reinado de D.João III), Aparece no concelho de Murça.Só regressou a Alijó com a reforma administrativa de 1853.

População e sua distribuição por sexos

Actualmente, StªEugénia, tem cerca de 520 habitantes, dos quais 410 são nela residentes; Assim distribuídos por sexo: Homens- 191 ;

Mulheres- 219

 População existente em 1801

Em 1801, segundo consulta efectuada na Biblioteca Municipal de Vila-Real, já existiam 618 habitantes em 118 edifícios, dos quais, 265 eram do sexo feminino.

Em 1849, existiam 417 habitantes em 140 fogos(edifícios, melhor, famílias).

Desenvolvimento Económico

É essencialmente o sector primário, que absorve a maioria das actividades económicas; Distribuídas, estas, pela produção de vinho beneficiado (tratado ou Porto), azeite, vinho de mesa, moscatel, e, mais recentemente, «champanhe», melhor, vinho Espumoso.

Casais agrícolas de maior dimensão, e, consequentemente, de maior utilização de mão de obra: Casal «Santos Melo», casal «Malheiro», «Casa agrícola», «Reconco», «Herdeiros de Dr.Ernesto Morais ou Dona Maria da Hora Teixeira de Carvalho».

Desenvolvimento e Turismo

O turismo, só está a dar os primeiros passos na região duriense. É uma certeza o seu sucesso futuro. Este «atraso», teve inconvenientes  e  benefícios. Os inconvenientes reflectem-se  ao nível da consequente menor riqueza adquirida, duma menor rede de infra-estruturas hoteleiras, viárias, de comunicação, etc.

Os benefícios, reflectem-se na «virgindade» das suas terras, paisagens, costumes, etc. Pode hoje investir-se no turismo de uma forma mais consciente, sem, como aconteceu em tantos sítios, destruir tudo à sua volta, desde o ambiente ao ar, desde as paisagens à água.

Contudo, aqui em StªEugénia, o turismo, especialmente o Turismo Rural, é já uma realidade.   

Acção Social

A cargo da Associação Social Cultural e Recreativa, com sede na rua da Veiga.

Turismo

Café Areias; Café Grande Ponto; Turismo Rural Reconco. O admirador e apreciador do que de melhor tem este lugar paradisíaco, que  pretender pernoitar em StªEugénia, apreciar devidamente os seus manjares, saborear as suas delicias, confraternizar nas suas festas, deixar-se envolver pelos seus famosos «néctares», conhecer por dentro as suas lendas, mitos e tradições, sentir na alma a força dos seus costumes, pode fazê-lo na quinta do Reconco, onde o espera um atendimento simples mas personalizado,  podendo usufruir das suas instalações, que comportam uma suite, cinco quartos, uma sala de refeições, uma sala de estar, uma sala de bilhar, uma piscina, um court de ténis, aquecimento central e televisão em todos os quartos. Neste local, podem ser apreciados todos os pratos típicos e regionais, degustados os petiscos destas paragens, saboreados os seus bolos, toda a sua rica doçaria, a enorme variedade do seu «fumeiro». Tudo isto pode ser acompanhado dos melhores vinhos, vendo directamente quer as vinhas que os produzem, quer o efectuar dos granjeios, quer, se for época disso, a sua laboração.

Nos cafés referidos anteriormente, pode também apreciar toda a espécie de bebidas, divertir-se com os tradicionais jogos transmontanos-durienses, no mais fraterno sadio e alegre convívio.      

 

Desporto, Recreio e Lazer

Desporto -  outrora, fruto de uma intensa actividade, com enorme orgulho e palmarés, encontra-se hoje, porém, sem qualquer actividade, e, diria mesmo votado ao abandono. Apesar de no corrente ano e já de algum tempo a esta parte, não haver prática de nenhum desporto em Santa Eugénia, já existiram no passado algumas modalidades nesta Freguesia, a saber: Futebol de onze com o Grupo Desportivo, Cultural e Recreativo a figurar durante algum tempo na tabela da 2ª Divisão Regional Zona Norte. Futebol de 5 com organização de vários torneios maioritariamente para os jovens e durante o verão, com várias participações de algumas equipas em competições organizadas em Alijó, no Pavilhão Gimnodesportivo, e, por último Atletismo onde chegaram a existir na Freguesia vários atletas que, apesar de não pertencerem ou estarem filiados em clube algum, tiveram várias participações em algumas provas Distritais e Regionais, sem no entanto obterem grandes resultados.

Assim, não havendo nos dias de hoje, nenhum desporto  na Freguesia, existem no entanto os equipamentos que podem possibilitar a prática de alguns. Esses equipamentos são. UM(1) campo de futebol pelado mas com os respectivos balneários; um(1) polidesportivo a céu aberto que foi cedido ao Grupo Desportivo pela Junta de Freguesia; por fim, a sede desta mesma colectividade G.D.C.R.- que apesar de não estar equipada convenientemente para actividades desportivas, pode por ser bastante ampla,  possibilitar a prática de vários desportos, para além de já possuir mesas de Ténis de mesa e Bilhares.

Quero acrescentar, que o desporto, principalmente o futebol, era um factor de enorme orgulho destas gentes. É vê-los, com um exuberante brilho nos olhos, quanto relatam feitos e resultados de outrora.

Com que alegria nos narram, que foram Campeões sem derrotas do I.N.A .T.E.L. distrital. Julgo que o futebol, é um factor de fixação dos nativos desta aldeia, e, não entendo como foi possível o seu enterro (não consigo apelida-lo de outro nome).

Eu, José Nogueira dos Reis, fui co - fundador do «Centro Cultural e Recreativo» e co-fundador do actual «Grupo Desportivo Cultural e Recreativo»,Director desportivo atleta, sou natural e residente,   sei o sentir e o sofrer desta gente, pelo «enterro»(não posso apelidá-lo de outra coisa), do seu(deles e meu)querido e distrainte futebol. Pouco têm, os residentes desta aldeia, que lhe permita passar com o mínimo de alegria, os feriados e Domingos. Se não forem à «bola», só se forem emborrachar-se!!!

Não lhe destruam o pouco que têm, e, não abalem o seu orgulho. Por favor, dêem-lhe mais, não lhe extorquem o escasso que possuem. Contribuam para que eles se fixem no local onde nasceram, não provoquem a sua Emigração», principalmente, se esta se escrever com E !!!

Nunca se esqueçam que cada emigrante é uma luz que se apaga na iluminação criadora de riqueza do seu país.     

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Recreio -  É bastante intenso, quer praticado neste próprio local, quer procurado noutras paragens; esta gente trabalhadora, é também votada ao divertimento e ao «bom viver».

Lazer -  Sendo as férias uma preciosidade rara, só ao alcance de uns poucos,  não obstante o seu merecimento, é aos «Fins-de semana», que se torna mais acentuado, procurando essencialmente piscinas e rios, essencialmente no período de verão.

Tradições

Provérbios, cantares, cultos, lendas, etc. com tradição em todo o «Douro» e «Trás-os-Montes», têm também aqui forte tradição e significado.

Lendas

  Específica de StªEugénia Esta aldeia, tem um «Topónimo», e,  uma «Padroeira», distinta do topónimo, porquê?

Reza a lenda, que o topónimo, deriva do grego:

Santa Eugénia


EUGENIA
 

Em Espanhol(Castelhano) porque foi numa visita ao Bairro de Santa Eugénia de Madrid, que eu tomei conhecimento com a origem do «Topónimo».É pois uma homenagem.

EugeneioV, eugeneia (eugéneios, eugéneia) es un adjetivo griego del que derivan los nombres de Eugenio y Eugenia, y significa bien nacido, bien nacida, de buen linaje, de buena índole, noble. Fue en griego y sigue siendo en sus traducciones, uno de los mejores elogios que se suelen hacer de una persona. Con él se expresan las cualidades innatas, las que forman parte de la naturaleza de cada uno, aquellas con las que ha nacido. El prefijo eu (eu) significa "bien", y geneioV (géneios) geneia (géneia) significa "engendrado, engendrada"; con lo que el significado primitivo de este nombre es "bien engendrada". Se utilizó mucho, no sólo en el griego clásico, sino también en la coiné como sobrenombre elogioso, designando especialmente la nobleza de espíritu, y de ahí pasó a convertirse en nombre propio cuya fuerza y belleza seduce a cuantos conocen su significado.

Santa Eugenia mártir de los primeros tiempos de la Iglesia. Su culto estuvo muy extendido desde los primeros siglos. La patrística cita el dístico que desde el siglo IV figuraba en la iglesia de san Avito: Eugeniae dudum toto celebérrima mundo / fama fuit, dum dat Christi pro nómine vita. (La fama de Eugenia fue célebre en todo el mundo porque dio la vida por el nombre de Cristo.) Con ser tan grande su celebridad, son escasos los datos biográficos que de ella se conservan. Cuenta la tradición que era Eugenia hija de Felipe, el prefecto de Alejandría que luego fue obispo de esta ciudad y sufrió el martirio. Cuenta asimismo que los santos Proto y Jacinto, que también sufrieron martirio, eran esclavos suyos. Fue ella misma quien les transmitió la fe en Cristo. También ella sufrió persecución y fue sometida a suplicio y muerte detrás de sus esclavos.

Las Eugenias celebran su onomástica el 11 de septiembre; pueden optar también por celebrarla el 3 de enero, en que se conmemora el martirio de santa Eugenia de África; o el 26 de marzo, conmemoración del martirio de santa Eugenia de Córdoba (Marmolejo), víctima de la persecución sarracena el año 923. En cuanto a la forma masculina de este nombre, ha sido también sumamente apreciada: dieciocho santos, entre ellos cuatro papas, lo llevaron. Se llamaron también Eugenio un emperador romano, siete reyes de Escocia y varios príncipes de casas europeas. Pero nadie como la emperatriz Eugenia dio lustre a este nombre. Nació en Granada (1826) y murió en Madrid en 1920. Vivió casi un siglo. Fue emperatriz de los franceses. Su apoyo al proyecto del canal de Suez fue decisivo.

Es el de Eugenia un nombre lleno de fuerza, que emana de su propio significado. Los nombres, como creían nuestros antepasados, tienen cada uno su propia virtud, y actúan como un talismán. El de Eugenia sabemos en qué dirección actúa: empuja a quienes lo llevan a ser coherentes con su nombre y a cultivar la nobleza de espíritu, la magnanimidad, la confianza en las propias fuerzas y toda la virtud que emana del mismo nombre; fuerza y virtud que han ido incrementando cada una de las grandes mujeres que lo han llevado. Por ello las Eugenias pueden legítimamente sentirse orgullosas de su nombre y llevarlo como salvaguarda de la nobleza de espíritu que con él pregonan. ¡Felicidades

Este Texto foi copiado do site do «Bairro de Santa Eugénia», de Madrid.

http://nogueirareis.tripod.com/; http://nogueirareis.tripod.com/santaeugenia 

 

E a Padroeira, de uma «Lenda»!!??

Diz-se , que «Santa Barbara», Padroeira desta freguesia, costumava ser,  injusta, brutalmente, e, mesmo «brutamente», castigada por seu pai; de tal forma que uma certa vez, ele se  dirigiu para a filha, com  o determinado propósito de a partir ao meio com um «machado». Deus, acudindo em defesa de StªBarbara, no momento preciso em que o pai de «Barbara», ia a desferir o mortal golpe, enviou um raio de trovão.«Barbara, apercebendo-se do acontecido, pediu a Deus que lhe perdoasse. Então, o raio, apenas desfez o machado em mil pedaços, poupando o «carrasco».A partir daí, «Barbara», passou a santa, e, foi-lhe facultado o poder sobre as trovoadas. Devido a tal facto, as gentes deste local, entregaram o seu coração a «Eugénia», dando-lhe o nome da sua morada; a sua protecção, a «Barbara», que segundo eles, ainda hoje os vigia e protege do alto do monte com o seu nome (Cabeço de Santa Barbara).

Artesanato

 Cestaria(Mestre,  senhor João Eiras); Tamancos ( Mestre, senhor José de Jesus Baptista) ;  Material utilizado: Pau de Amieiro e Castanho.

Brinquedos Tradicionais: A «Carroça»

 

Autor

José Nogueira dos Reis

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Análise da 1ªGuerra Mundial e outras considerações sobre Portugal e os conflitos armados de «Grande Gabarito»

Análise efectuada por José Nogueira dos Reis, mas, tendo pouco de autoconceito, e, muito  de buscas intensivas acerca do tema em questão.

Resumo cronológico da participação Portuguesa na
PRIMEIRA Grande GUERRA MUNDIAL, normalmente apelidada de 1ªGuerra Mundial

Resumo do que a antecede no período compreendido entre ,1910 E 1916

 

Portugal

1910

 

5 de Outubro de 1910

Instauração do regime republicano. O Exército, sobretudo o seu corpo de oficiais, não participou, de facto, nem a favor nem contra a insurreição.

6 de Outubro de 1910

O coronel de artilharia Correia Barreto é nomeado ministro da Guerra do Governo Provisório. Era um dos oficiais mais graduados a ter apoiado o novo regime político. Estará em funções até 3 de Setembro de 1911.

17 de Outubro de 1910

Criação de uma comissão para estudar a reorganização do exército.

22 de Outubro de 1910

O Brasil e a Argentina são os primeiros países a reconhecer  oficialmente a República Portuguesa.

 

Portugal

1911

 

2 de Março de 1911

Lei do recrutamento. Instaura teoricamente, mas não de facto, o recrutamento universal. O sistema oficial das remissões - pagamento de um substituto - acaba, mas é substituído pelo sistema de pagamento para se ficar «não apto».

3 de Maio  de 1911

Publicação do Decreto que organiza a Guarda Nacional Republicana. A criação da Guarda tinha como objectivo retirar ao exército, encarado como a Nação em Armas, a função de defesa do regime, e de manutenção da ordem pública. Esta divisão de tarefas nunca foi posta em prática.

25 de Maio de 1911

Decreto de reorganização do Exército. Previa a existência de 8 divisões e 1 brigada de cavalaria, com um quadro permanente de 1.773 oficiais e 9.926 praças. O serviço militar devia ser geral e obrigatório. Os mancebos passavam por uma escola de recruta, de 15 a 30 semanas, sendo chamados quase todos os anos (7 em 10) para as escolas de repetição, que duravam 2 semanas. Criavam-se também escolas de quadros, que formarão os futuros oficiais milicianos. 

19 de Junho de 1911

Os Estados Unidos da América reconhecem a República Portuguesa, no dia da abertura da Congresso, sendo a primeira potência com algum significado a fazê-lo.

24 de Agosto de 1911

A França reconhece a República portuguesa, no dia da eleição do Presidente da República, sendo o primeiro país europeu a fazê-lo

3 de Setembro de 1911

Nomeação do primeiro Governo Constitucional da República. O general Pimenta de Castro é ministro da Guerra.

11 de Setembro de 1911

Reconhecimento conjunto da República portuguesa pelas grandes potências europeias, todas com um sistema político monárquico: Grã-Bretanha, Espanha, Alemanha, Itália e Áustria-Hungria.

5 de Outubro de 1911

Primeira incursão monárquica, comandada por Paiva Couceiro, em Trás-os-Montes. O ministro da guerra, general Pimenta de Castro, será exonerado dia 8 de Outubro seguinte, devido a divergências com João Chagas, presidente do Conselho de Ministros. Será substituído pelo major Alberto da Silveira.

4 de Novembro de 1911

O governo de Angola pede auxílio a Lisboa para pôr cobro à rebelião instalada no planalto de Benguela, assim como no Bié, Lunda e Norte do Cassai

 

Portugal

1912

 

31 de Janeiro de 1912

Forças militares e da carbonária tomam de assalto a União dos Sindicatos. Os presos são enviados para bordo da fragata D. Fernando e do transporte Pêro d'Alenquer.

7 de Fevereiro de 1912

O governo britânico desmente os boatos, postos a circular pelo embaixador português Teixeira Gomes, que davam como certo um acordo entre o Reino Unido e a Alemanha para divisão das colónias portuguesas de África.

15 de Abril de 1912

O Presidente do Ministério e ministro dos negócios estrangeiros, Augusto de Vasconcelos, garantiu na Câmara dos Deputados não existir nenhum tratado entre a Inglaterra e a Alemanha «de natureza a ameaçar a independência, a integridade e os interesses de Portugal ou de uma parte qualquer dos seus domínios.»

6 e 7 de Julho de 1912

As forças monárquicas de Paiva Couceiro entram, pela segunda vez, em Portugal tentando tomar a praça de Valença, o que não conseguem. Entrarão no dia seguinte em Trás-os-Montes tentando capturar Chaves. 

8 de Julho de 1912

Combate de Chaves. Os monárquicos são completamente desbaratados, deixando alguns mortos e feridos no campo.

10 de Julho de 1912

Os projectos de construção dos caminhos-de-ferro de Benguela, em Angola, e da Zambézia, em Moçambique, são aprovados.

8 de Agosto de 1912

O governador Norton de Matos funda a cidade de Huambo em Angola.

10 de Novembro de 1912

Afonso Costa, discursando em Santarém, afirma que «neste momento, em que vai talvez dar-se uma conflagração europeia ... nós não sabemos ainda qual terá de ser o nosso papel, porque não está definida verdadeiramente a natureza, a extensão, os efeitos da nossa aliança com a Inglaterra.»

18 de Dezembro de 1912

Um relatório secreto do Estado-Maior da Marinha britânica, conclui que Portugal não tinha para a Grã-Bretanha grande valor estratégico, desde que os seus  territórios atlânticos não caíssem nas mãos de potências hostis.

 

Portugal

1913

 

9 de Janeiro de 1913

Tomada de posse do 1.º governo Afonso Costa

21 de Fevereiro de 1913

Confirmam-se as suspeitas de existência de negociações, entre a Grã-Bretanha e a Alemanha, sobre a remodelação do tratado anglo-alemão de 30 de Agosto de 1898, que de facto tratava da partilha das colónias portuguesas.

5 de Março de 1913

Lisboa informa os embaixadores de Paris e de Berlim da sua adesão ao Acordo Franco-Alemão de 4 de Novembro de 1911, que pôs fim à segunda crise marroquina.

27 de Abril de 1913

Tentativa revolucionária contra o primeiro governo presidido por Afonso Costa. É a primeira vez que republicanos participam num golpe contra um governo republicano.

10 de Junho

Lançamento de bombas sobre o cortejo de homenagem a Camões, que era constituído fundamentalmente por crianças.

3 de Julho de 1913

O governo Afonso Costa retira o direito de voto aos chefes de família analfabetos. O sufrágio universal deixa de existir em Portugal ao contrário de países como a Alemanha, Itália, Áustria, Montenegro, Suécia e Suiça. O número de eleitores é igual ao existente no tempo da monarquia.

7 de Julho de 1913

Tentativa revolucionária com assalto ao Quartel de Marinheiros

20 de Julho de 1913

Tentativas monárquicas de assalto a vários quartéis de Lisboa, contra os quais foram arremessadas bombas explosivas.

31 de Julho de 1913

Por meio de um ofício secreto, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Edward Grey, informa o seu embaixador em Portugal, Arthur Hardinge, de que o governo da Grã-Bretanha «opor-se-ia à intervenção de qualquer outra potência excepto a Espanha» nos assuntos portugueses.

13 de Agosto de 1913

É rubricado, com vista a posterior assinatura e ratificação, um novo Acordo Anglo-Alemão, que não só renovava as cláusulas do acordo de 1898 sobre as colónias portuguesas, acordo realizado no âmbito do pedido de empréstimo português após a bancarrota, mas também estabelecia uma nova partilha territorial, assim como alargava os fundamentos de intervenção.

14 de Outubro de 1913

O jornal O Dia publica, reproduzindo o Daily Telegraph londrino, as supostas bases do acordo franco-espanhol de Cartagena em que a França permitiria que a Espanha de Afonso XIII, de acordo com uma hipotética base VIII, pudesse reclamar uma intervenção directa em Portugal, motivada pela progressão da «anarquia» no país. 

20 de Outubro de 1913

Nova tentativa de revolução monárquica levada a cabo por civis e liderada por João de Azevedo Coutinho.

 

O texto definitivo do Acordo Anglo-Alemão de Agosto de 1913 é rubricado. O desmembramento e partilha das colónias portuguesas torna-se uma ameaça cada vez mais real.

9 de Dezembro de 1913

O ministro dos negócios estrangeiros alemão, fazendo no Reichtag o discurso anual sobre política externa, torna pública a existência de negociações com a Grã-Bretanha sobre as colónias portuguesas e prevê o êxito das mesmas.

16 de Dezembro de 1913

O embaixador português em Londres, Teixeira Gomes, consegue que o governo britânico se comprometa a não assinar o acordo anglo-alemão sem o requisito prévio da sua publicação. O que não interessava ao governo alemão.

 

Portugal

1914

 

9 de Fevereiro de 1914

O governo chefiado por Bernardino Machado toma posse, tentando ser um governo de reconciliação nacional. O ministro da guerra é o general Pereira d'Eça.

10 de Fevereiro de 1914

O embaixador francês em Londres, Paul Cambon, faz notar à Grã-Bretanha que a publicação do acordo anglo-alemão de Outubro de 1913 sobre as colónias portuguesas, tornava significativa a aproximação anglo-alemã, o que implicava o enfraquecimento da «Entente Cordiale» entre Paris e Londres.

28 de Junho de 1914

O arquiduque Francisco Fernando, herdeiro presuntivo do imperador austro-húngaro Francisco José, é assassinado em Sarajevo, capital da província da Bósnia-Herzegovina, por revolucionários sérvios..

 

Discute-se no parlamento português o orçamento do ministério da Guerra. O ministro confidencia a um dos deputados, sobre o que o exército tinha ou não tinha para assegurar a defesa nacional: «Não digo que tem pouco, digo que não tem nada».

28 de Julho de 1914

A Alemanha acede a assinar o Acordo Anglo-Alemão sobre as colónias portuguesas nos termos pretendidos pela Grã-Bretanha.

 

A Áustria-Hungria declara guerra à Sérvia. A Rússia mobiliza, dando início às movimentações que levarão ao desencadear em 4 de Agosto da Primeira Guerra Mundial.

1 de Agosto de 1914

A Alemanha declara a guerra à Rússia. 

 

A França ordena a mobilização geral dos exércitos.

3 de Agosto de 1914

A Alemanha declara a guerra à França, e invade o Luxemburgo e a Bélgica.

3 de Agosto de 1914

O governo britânico entrega uma carta ao embaixador de Portugal em Londres, instando junto do «Governo português para se abster, por agora, de publicar qualquer declaração de neutralidade».

 

Uma multidão junta-se à porta do Banco de Portugal, para trocar as notas por metal, provocando uma crise financeira temporária. O montante das trocas diárias vai diminuindo ao longo dos dias seguintes.

4 de Agosto de 1914

A Grã-Bretanha declara a guerra à Alemanha, devido à violação do Tratado de 1831 que declarava a Bélgica território neutral perpetuamente.

4 de Agosto de 1914

O governo britânico informa oficialmente o governo português, por intermédio do seu embaixador em Lisboa, que «em caso de ataque da Alemanha contra qualquer possessão portuguesa, o Governo de Sua Majestade considerar-se-á ligado por estipulações da aliança anglo-portuguesa».

7 de Agosto de 1914

Devido ao deflagrar da 1.ª Guerra Mundial, o Congresso da República, reunido extraordinariamente aprova um documento de intenções sobre a condução da política externa. Afirma-se que Portugal não faltaria aos seus compromissos internacionais, sobretudo no que diz respeito à Aliança Luso-Britânica.

12 de Agosto de 1914

É decidida a organização de uma expedição militar com destino a Angola e a Moçambique.

 

É assinado o Tratado de Comércio e Navegação Luso-Britânico.

 

A França e a Grã-Bretanha declaram a guerra à Áustria-Hungria.

 

O Japão declara a guerra à Alemanha.

11 de Setembro de 1914

Partida de Lisboa de uma expedição militar, comandada pelo tenente-coronel Alves Roçadas, com destino a Angola. 

11 de Setembro de 1914

Partida de um corpo expedicionário para Moçambique. O posto fronteiriço de Mazúa, na fronteira de Moçambique com a África Oriental Alemã (actual Tânzania) tinha sido novamente atacado.

10 de Outubro de 1914

O governo britânico, invocando a antiga aliança, «formalmente convida o Governo Português a deixar a sua atitude de neutralidade, e enfileirar activamente ao lado da Grã-Bretanha e dos seus aliados.»

19 de Outubro de 1914

Partida de uma missão militar, composta pelos capitães Ivens Ferraz, Fernando Freiria e Azambuja Martins para conferenciar com o estado-maior britânico.

20 de Outubro de 1914

Movimentos revolucionários monárquicos em Mafra e Bragança. Declaram-se contra a participação de Portugal na Guerra.

 

O Partido Socialista promove uma manifestação de apoio ao Aliados.

5 de Novembro de 1914

Forças militares de reforço da guarnição portuguesa em Angola partem de Lisboa, comandadas pelo capitão-tenente Coriolano da Costa, devido a incidentes graves com tropas alemãs na fronteira.

17 de Novembro de 1914

É proibida a subida ao palco de uma revista, no Teatro da Rua dos Condes, por dar um quadro pouco abonatório do exército português.

23 de Novembro de 1914

Reunião extraordinária do Congresso da República em que o governo é autorizado a participar na guerra ao lado da Grã-Bretanha, e a ceder desde logo 20.000 espingardas com 600 cartuchos cada uma e 56 peças de artilharia pedidas pelo governo britânico.

 

Portugal

1915

 

15 de Janeiro de 1915

O presidente da república, Manuel de Arriaga, reúne os principais dirigentes políticos para ouvir a sua opinião sobre a política seguida pelo Partido Democrático, de Afonso Costa, de empurrar Portugal para a guerra.

20 - 21 de Janeiro de 1915

«Movimento das Espadas». A maior parte dos oficiais da guarnição de Lisboa, chefiados por Machado Santos e Pimenta de Castro,  protesta por considerar que a demissão de um seu colega, o major João Craveiro Lopes, foi efectuada por motivos políticos. 

25 de Janeiro de 1915

O presidente da república, Manuel de Arriaga, demite o governo de Afonso Costa e encarrega, em ditadura, isto é, sem que o Congresso tivesse em sessão, o general Pimenta de Castro de formar um novo governo com intenção de preparar eleições. A participação dos militares nos assuntos políticos torna-se cada vez maior. 

3 de Fevereiro de 1915

Mais expedições militares partem para Angola, para fazer frente aos ataques constantes das forças alemãs.

4 de Março

Os deputados do Partido Democrático de Afonso Costa são proibidos de entrar no Parlamento. Os deputados e senadores democráticos reunidos em Loures, no Palácio da Mitra, aprovam uma moção declarando o ministério fora-da-lei.

22 de Abril de 1915

Os vereadores da Câmara Municipal de Lisboa são intimados a ceder o lugar à Comissão Administrativa nomeado pelo governo. São presos por terem recusados.

10 de Maio de 1915

Grandes manifestações republicanas em Lisboa.

14 de Maio

Em Lisboa, grupos tumultuosos de pessoas assaltam armazéns e padarias à procura de comida. Aproveitando a situação republicanos civis e militares levam a efeito um movimento revolucionário que custa centenas de mortos e feridos.

15 de Maio de 1915

O governo ditatorial de Pimenta de Castro é demitido, sendo nomeado João Chagas para formar o novo ministério. O general Norton de Matos é escolhido para ministro da Guerra.

17 de Maio de 1915

Devido ao atentado no Entroncamento a João Chagas, que fica gravemente ferido e cego de um olho, José Ribeiro de Castro é nomeado chefe do governo.

29 de Maio de 1915

Teófilo Braga é nomeado presidente da república interino, devido à demissão no dia 15 de Maio de Manuel de Arriaga.

13 de Junho de 1915

O Partido Democrático ganha as eleições legislativas, obtendo a maioria absoluta.

1 de Julho de 1915

Nova Lei Eleitoral. Os militares no activo passam a ter direito de voto. Os analfabetos continuam a não poder votar.

4 de Agosto de 1915

O governo é autorizado a contrair dois empréstimos, destinados a fazer face ao aumento das despesas com as forças expedicionárias enviadas para as colónias.

29 de Novembro de 1915

Afonso Costa, restabelecido de uma fractura do crânio, provocada pela saída precipitada de um carro eléctrico devido ao receio de um atentado bombista, é nomeado chefe do governo, constituído unicamente por membros do Partido Democrático.

 

Portugal

1916

 

17 de Fevereiro de 1916

O governo português recebe um pedido do governo britânico «em nome da aliança» de «requisição urgente de todos os barcos inimigos estacionados em portos portugueses».

23 de Fevereiro de 1916

Portugal apreende todos os navios mercantes alemães fundeados nos Portos portugueses, a fim de serem colocados ao serviço da causa comum luso-britânica, numa operação dirigida pelo capitão de fragata Leote do Rego, comandante da Divisão Naval de Defesa.

Na realização deste trabalho, por falta de conhecimentos próprios suficientes para uma realização com o mínimo de valor científico , fiz intensas e exaustivas buscas.

Passo a descrever todas aquelas, em que de uma forma mais demorada e pormenorizada me baseei. 

Tal como acima refiro, apenas enumero aquelas que julgo principais, pois, de muitas outras me socorri, e, às quais peço sinceras desculpas pelo facto de aqui não as descrever; mas o trabalho tornar-se- ia demasiado longo e maçador.

Fontes principais a que eu José Nogueira dos Reis recorri:

Nuno Severiano Teixeira, O Poder e a Guerra, 1914 -1918. Objectivos Nacionais e Estratégias Políticas na Entrada de Portugal na Grande Guerra, Lisboa, Estampa («Histórias de Portugal, 25»), 1996;
António Simões Rodrigues (coord.), História de Portugal em Datas, 3.ª ed., Lisboa, Temas & Debates, 2000 (1.ª ed., 1997);
General Ferreira Martins, História do Exército Português, Lisboa, Inquérito, 1945.

o seguinte bloco de textos incide sobre as invasões Francesas. António Pedro Vicente analisa como as relações entre a França, a Espanha, a Inglaterra e Portugal, no rescaldo da revolução Francesa, vão determinar a evolução dos acontecimentos para um cenário de guerra. Depois da condenação de Luís XVI  à guilhotina, a Inglaterra decide cortar relações com a França. Portugal alia-se a Espanha com o objectivo de auxilio mútuo - e mais tarde com a Inglaterra - face ao perigo Francês. A guerra não tarda. Espanha e França enfrentam-se, e Portugal participa com 6000 homens nas campanhas do Rossilhão e da Catalunha. A neutralidade portuguesa no conflito revela-se impossível. Envolvido no jogo das potências europeias, a política de  agradar a «gregos e troianos» produz  consequências gravosas, sofrendo Portugal a 1ª invasão no Alentejo em 1801 (guerra das laranjas). Curvado perante uma paz imposta. o país perde Olivença para a Espanha e a Guiana para a França, para além de arcar com outras onerosas condições monetárias. Mas a paz ainda não tinha sido alcançada. Mais três (3) invasões no território nacional e duas (2) alianças europeias se sucedem e só após um longo período de tutela governativa inglesa, consequência da aliança de tropas portuguesas e inglesas para expulsar os franceses (vencidos nas batalhas de Roliça e do Vimeiro em 1808 e, depois, na batalha do Buçaco em 1810) , se redimia a «tormenta napoleónica»: nascia o Liberalismo em Portugal. Ora os fenómenos de guerra trazem consigo um potencial de transformação considerável. As invasões francesas provocaram esse efeito em Portugal, como refere o texto de Jorge Pedreira, «As invasões francesas e o seu impacto na economia e sociedade»: o comércio paralisou e as carências provocaram naturais conflitos sociais. (...) A intervenção militar dos Portugueses em conflitos de grande escala volta a registar-se com a primeira grande guerra. Porquê e como foi Portugal para a guerra de 1914-1918?

Portugal entra no primeiro(1º) conflito mundial como país beligerante por três(3) razões essenciais: 1- Para afastar o perigo espanhol no quadro peninsular, reforçando a tradicional aliança com a Inglaterra com o objectivo de enfraquecer a relação hispano-britânica, bem como de assegurar no pós-guerra «um lugar no concerto das nações e o reconhecimento internacional que desde a implantação da República tinha de jure, mas lhe faltava de facto»; 2- Para defender o império colonial português, cobiçado pelas grandes potências europeias, nomeadamente a Inglaterra, a França e a Alemanha; 3- Para consolidar e legitimar o regime republicano, trespassado por clivagens sociais e políticas tão profundas que impediam a sua legitimação nacional.

A instabilidade e a violência políticas da I República são factores de ordem interna que- conjuntamente com os de ordem externa- ajudam a explicar o que as duas(2) primeiras razões da intervenção no conflito falham em esclarecer: «a escolha do teatro das operações». Severiano Teixeira argumenta que a entrada de Portugal na guerra é o resultado(para além da questão ibérica) da estratégia radical e intervencionista do Partido Democrático e de uma combinação especifica entre os factores de ordem interna e externa expressa no aproveitamento, para objectivos domésticos, da própria conjuntura internacional: «só uma ameaça externa e uma intervenção militar na guerra em larga escala poderiam justificar o sacrifício de todas as fracturas e facções internas em função do interesse da unidade nacional». Tratava-se da defesa interna e externa da República, conforme o próprio discurso do Partido Democrático. Consolidava-se o regime. Reforçava-se o partido.

E como foi Portugal para a guerra? Desde logo, os ataques alemães verificados em Moçambique em Agosto de 1914 exigiam uma resposta militar portuguesa, que foi efectuada. Poucos meses mais tarde o conflito alastra a Angola, através de uma primeira iniciativa britânica, seguida de uma invasão germânica. Estas são as duas(2) primeiras frentes de guerra do país. Mas nem por isso o estatuto de «neutralidade» dos Portugueses no conflito foi abandonado. E, no entanto, Portugal estava em guerra, ainda que numa zona periférica e não decisiva. Mas a neutralidade irá dar lugar à beligerância.

(...)É exactamente sobre a vida quotidiana dos soldados Portugueses, melhor, do Corpo Expedicionário Português (CEP) nas trincheiras da Flandres que incide o texto de Isabel Pestana Marques, «os Portugueses nas trincheiras : vivências comportamentais». As condições adversas em que os soldados viveram os anos da guerra repercutiram-se no moral do CEP. Para a autora, existe um paralelo entre o nível moral das tropas e o seu êxito na campanha militar: «A existência de alto ou baixo moral nos combatentes decide o resultado das batalhas». Também mas não só. De qualquer forma, sendo característico da primeira guerra mundial o factor «desmobilização psicológica», há que concluir que as difíceis condições de existência dos soldados portugueses nas trincheiras da Flandres contribuíram para a tragédia de L Lys? 

José nogueira dos reis - Fernando Pessoa conseguiu ocultar de muitos dos seus leitores a forte impressão que lhe causou a lei-tura de Nie-tzsche, não obstante as afinidades divergentes entre a sua visão do mundo clássico, e da arte grega, com a perspectiva nie-tzs-cheana. Georg Rudolf Lind su-blinha que o poeta português deve ao filósofo alemão, dentre outros conceitos, a diferencia-ção entre a moral do senhor e a moral do escravo, além da polaridade entre o dionisíaco e o apolíneo . Apesar do caminho seguido nas linhas a partir da-qui traçadas ser divergente do ponto de vista de Lind, quanto a al-guns aspectos importantes, convém citar o estudioso alemão: "Não é de passar por cima o fato de o ideal grego de Pessoa ter um caráter apolíneo, sendo para ele a essência duma ordem universal exemplar e sã, tal como concebera Winckelmann. To-dos os traços dionisía-cos, descobertos por Nietzsche na cultura helênica, são propositadamente descartados por Pessoa, para não pre-judicar a sua idealização dessa cultura. A Grécia de Pes-soa torna-se assim a personificação abstrata de certas re-gras cuja revificação beneficiará a arte moderna. Donde serem Ricardo Reis e Alberto Caeiro poetas apolíneos: Álvaro de Campos, o di-onisíaco de entre os heterônimos, é cuidadosamente apartado por Pessoa do neoclassi-cismo." . Sabemos que a juventude do poeta foi marcada pela leitura sistemática de obras filosóficas, científicas e literárias que caracterizaram o seu ambicioso programa de estudos como au-todidata, especialmente depois que abandonou o Curso Superi-or de Letras, no qual se matri-culou em 1906, após sua vinda de Durban para Lisboa. É por volta de 1912 que Ricardo Reis, com o pa-ganismo e o espírito clássico, se delineia na mente de Pessoa. Caeiro apa-rece um ano e meio depois, entrando triunfalmente no círculo pessoano com a escritura dita automática de "O guardador de rebanhos". Completando a operação dialética tipicamente pes-soana, não estaria o criador dos heb

 


 


CAEIRO, POETA
IMPOSSÍVEL DE EXISTIR


 

                Fernando Pessoa conseguiu ocultar de muitos dos seus leitores a forte impressão que lhe causou a lei-tura de Nie-tzsche, não obstante as afinidades divergentes entre a sua visão do mundo clássico, e da arte grega, com a perspectiva nie-tzs-cheana. Georg Rudolf Lind su-blinha que o poeta português deve ao filósofo alemão, dentre outros conceitos, a diferencia-ção entre a moral do senhor e a moral do escravo, além da polaridade entre o dionisíaco e o apolíneo .
                Apesar do caminho seguido nas linhas a partir da-qui traçadas ser divergente do ponto de vista de Lind, quanto a al-guns aspectos importantes, convém citar o estudioso alemão: "Não é de passar por cima o fato de o ideal grego de Pessoa ter um caráter apolíneo, sendo para ele a essência duma ordem universal exemplar e sã, tal como concebera Winckelmann. To-dos os traços dionisía-cos, descobertos por Nietzsche na cultura helênica, são propositadamente descartados por Pessoa, para não pre-judicar a sua idealização dessa cultura. A Grécia de Pes-soa torna-se assim a personificação abstrata de certas re-gras cuja revificação beneficiará a arte moderna. Donde serem Ricardo Reis e Alberto Caeiro poetas apolíneos: Álvaro de Campos, o di-onisíaco de entre os heterônimos, é cuidadosamente apartado por Pessoa do neoclassi-cismo." .
                Sabemos que a juventude do poeta foi marcada pela leitura sistemática de obras filosóficas, científicas e literárias que caracterizaram o seu ambicioso programa de estudos como au-todidata, especialmente depois que abandonou o Curso Superi-or de Letras, no qual se matri-culou em 1906, após sua vinda de Durban para Lisboa.
                É por volta de 1912 que Ricardo Reis, com o pa-ganismo e o espírito clássico, se delineia na mente de Pessoa. Caeiro apa-rece um ano e meio depois, entrando triunfalmente no círculo pessoano com a escritura dita automática de "O guardador de rebanhos". Completando a operação dialética tipicamente pes-soana, não estaria o criador dos heterônimos estruturando sob o nome de Caeiro um poeta que pudesse vencer o desafio de se si-tuar para além da classificação nietzscheana?
                Nem apolíneo nem dionisíaco: o único poeta da nature-za; apenas.
                Negar radicalmente até a eliminação tudo aquilo que interfere no seu trabalho, é uma estratégia de Pessoa para realizar um diálogo com a cultura livresca ou a tradição intelec-tual, em lugar de aceitar o papel de mero continuador. Assim, Pessoa nega Nietzsche para afirmar Pessoa, na medida em que afirma Nietzsche como alimento da cultura.
                Esta angústia da influência, na terminologia crítica de Harold Bloom, está explicado numa nota sem data nos cadernos do poeta: "Com quem se pode comparar Caeiro? Com bem pou-cos poetas. Não, diga-se desde logo, com aquele Cesário Verde a quem ele se refere como a um antepas-sado literário, embora uma espécie de antepassado antecipada-mente dege-ne-rado. Ce-sá-rio Verde exerceu sobre Caeiro a espé-cie de in-fluência que pode ser chamada de simplesmente pro-voca-dora de inspiração, sem transmitir qualquer espécie de inspi-ração. Um exemplo fa-mi-liar ao leitor é a verdadeira influência de Chateaubriand sobre Hu-go, homem total-mente diverso, pes-soal, literária e social-men-te." [PR, 127]
                Depois de pasteurizar a influência de Cesário, ele arre-mata: "Os pouquíssimos poetas com quem Caeiro pode ser com-parado, ou por simplesmente fazer ou poder fazer que lem-bre-mos deles, ou por se poder conceber que haja sido influen-ciado por eles, quer pensemos nisto se-riamente ou não, são Whitman, Francis Jammes e Tei-xeira de Pascoaes." [PR, 128]
                Mesmo assim, a possível influência destes autores seria sentida por oposição, com exceção, talvez, do pri-meiro: "As-se-me-lha-se mais a Whitman. Assemelha-se a Francis Jammes em alguns pontos secundários. Lembra-nos fortemente Pasco-aes, porque sendo sua atitude para com a Natureza, essencial-mente metafísica, naturalística e pode-se mesmo chamar uma atitude absorta, como é a de Pascoaes, contudo é tudo isso in-ver-sa-men-te ao que Pascoaes é do mesmo modo." [PR, 128]
                Absorvendo Nietzsche, como absorve toda expe-riência lida e vivida, Pessoa destrói um mundo organi-zado para erguer os alicerces do seu próprio mundo fortemente sedimentado pelos materiais recolhidos.
                Alberto Caeiro bem pode ser visto como um poeta cria-do com o objetivo de superar a polaridade entre Apolo e Dio-nísio, desfazendo a esquemática classificação dos criadores como apolíneos ou dionisíacos. Não esque-çamos que Pessoa esboçava uma teoria de inspiração clássica, segundo a qual a arte residiria essencialmente no equilíbrio.
Assim, a consciência apolínea e o arrebata-mento dionisíaco só têm existência en-quanto elementos estruturais interdependentes. Quanto maior a emoção, maior terá que ser a razão; quanto penetrante a sensi-bili-dade, mais arguta a inteligência; quanto mais forte o turbi-lhão destruidor, maior terá que ser o poder de cons-trução --- é o que Pessoa repete de forma diversa.
                 Apolo e Dionísio, na versão classificatória de Nietzsche, servem de pontos cardeais a Pessoa; mas sua caminhada pela floresta do alheamento toma outros ru-mos e atalhos que dis-pensam a direção indicada. "Exigir de sensibilidades como as nossas, sobre que pesam, por herança, tantos séculos de tantas coisas, que sintam e portanto se exprimam com a limpidez, e a inocência de sentidos, de Safo ou de Anacreonte, nem é legíti-mo, nem razoável." [PR, 246] Tal observação de Pessoa dá conta não só do seu processo de refatura da tradição como lança luzes sobre a impossibilidade do projeto de um poeta como Caeiro fora da concepção heteronímica; con-cepção esta onde um novo mundo é criado para preservar a inocência de um novo tipo de poeta.
                Similar processo fágico, não mais sobre um autor mas sobre toda uma tradição, é o do tratamento impes-soal dado à lí-rica, através do texto e da fragmentação heteronímica. A escri-tura pessoana representa uma reto-mada crítica da divisão tripar-tida entre o lírico, o épico e o dramático, devorando e digerindo a classificação secu-lar. Através do fenômeno da despersonaliza-ção, que não é somente seu, mas da modernidade, Pessoa, im-pondo um traço reconhecidamente pessoal à despersonalização, nega a característica mais evidente do gênero lírico: a expressão do eu.
                Migrando do território da subjetividade, onde se for-mou, a lírica se afirma como o lugar do outro. É o que Pessoa chama de dramatização da emoção, exigindo do poeta lírico a despersonalização do dramático e a al-teridade coletiva do épico: "Por dramatização da emoção entendo o despir a emoção de tudo quanto é acidental e pessoal, tornando-a abstrata huma-na." [PR, 294]
                Ao rejeitar a exigência de sinceridade como ponto de partida da substância lírica, Pessoa insiste no fingi-mento como essência da arte, o que, de certo modo re-toma a imitação de que fala a Poética de Aristóteles. Sentir na pessoa de outro e es-crever dramaticamente é como o criador dos heterônimos des-creve o seu processo poético, sepultando a possibilidade de identificação do gênero lírico com a expressão do eu, e tornan-do menos exclusiva a relação do épico com a moderna ficção. O texto lírico é realização de um poeta dramático, assim como po-esia é ficção.
                Os conceitos clássicos, que até então davam conta dos traços definidores do lírico, do épico e do dramático, são postos em crise, perante a quebra de barreiras entre suas diferenças constituintes. A produção de um texto que reclama a interação dos antigos elementos delimita-dores, como funções de uma nova unidade estrutural, só poderia apagar a distinção tríplice, que serviu de preceito a séculos de tradição. Traços definidores da tripartição clássica passam a ser constituintes da poesia mo-derna, propondo, desde a teoria dos gêneros que é reduzida a um valor puramente histórico, situado e datado uma outra teoria da criação literária. 

José Nogueira dos Reis

Não somos hipócritas descontentes

Vivendo num desânimo fatal

Somos hipies persistentes

O amor é o nosso ideal

II

Cada um ter o que deseja

É que é pura felicidade

Nós hipies o que queremos

É paz, amor e felicidade

III

Por aqui, ou por ali

Somos alvo de contestações

Por ali, ou por aqui

Protestamos contra guerra e prisões

IV

Foste Tu, oh Jesus

Foste Tu, o primeiro

Só Tu é que Foste

Hipie verdadeiro

V

Há quem diga que pertencemos

A uma nova sociedade

Será pelo facto de querermos

Paz, Amor e Liberdade?



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